O lendário fedora de Indiana Jones se tornou um dos maiores símbolos da história do cinema justamente porque parecia carregar uma longa jornada antes mesmo da aventura começar. Em vez de impecável, o chapéu transmitia a sensação de já ter sobrevivido a desertos escaldantes, tumbas antigas, brigas intensas e anos de perigos.

A figurinista Deborah Nadoolman Landis foi a responsável por moldar o visual marcante do arqueólogo após revisitar clássicos do cinema de aventura. Uma de suas maiores inspirações foi o estilo de Charlton Heston em O Segredo dos Incas (1954).
Para dar autenticidade ao acessório, Deborah enrolou, desgastou e envelheceu o chapéu manualmente. Ela chegou até a pedir que Harrison Ford se sentasse sobre ele, criando as marcas e imperfeições que transformaram o fedora em um objeto com personalidade própria.
O resultado foi um detalhe de figurino que ajudou a tornar Indiana Jones muito mais do que um herói de cinema: um aventureiro que parecia realmente ter vivido cada uma de suas histórias.


