O grande vencedor da Palma de Ouro no 68º Festival de Cannes foi o filme Vive la France!, um filme repleto de ação, focado em problemas sociais das pessoas assombradas pela violência do tráfico de drogas, mas com foco sobre um ex-guerrilheiro do Sri Lanka que finca raiz num solo banhado de sangue por tiros de traficantes.

Na trama, um soldado do Sri Lanka (interpretado pelo escritor Jesuthasan Antonythasan) deserta de seus compromissos de batalha, deixando para trás um passado de mortes acumuladas. Para imigrar para a Europa, ele precisa levar uma jovem e uma criança com ele, fazendo-se passar por esposo e pai. Mas ao se mudar para a França, vai ter que pegar em armas de novo para proteger suas “agregadas”.

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“O que mais nos surpreendeu foi o fato de se tratar de uma história de família. São três estranhos que aprender a ser família”, dizia o jurado Jake Gyllenhaal.

Favorito desde o começo da mostra, o filme hungaro, Saul’s Son , do estreante László Nemes, ficou com o Grande Prêmio e com a láurea da Federação Internacional de Imprensa Cinematográfica.

Seu retrato para o sofrimento dos Sonderkommando (judeus forçados a ser mão de obra para os nazistas no campo de concentração de Auschwitz) já põe o longa húngaro como potencial candidato ao Oscar de filme estrangeiro em 2016.

Se destacou também o filme de artes marciais The Assassin , do sino-taiwanês Hou Hsiao-hsien, que fez a alegria dos fãs de tramas de kung fu ao retratar o épico dilema de uma guerreira.

Outro longa popular foi Mon Roi , de Maïwenn , melodrama sobre brigas de casal que rendeu um prêmio de melhor atriz a Emmanuelle Bercot . Foi ela quem abriu o festival deste ano com outro filme: La Tête Haute . Bercot ganhou num empate com Rooney Mara , por Carol , no qual vive um amor lésbico com Cate Blanchett .

A grande vitória foi informada pelos presidentes do júri: os cineastas americanos Joel e Ethan Coen, em uma edição do Festival de Cannes mais voltado para a cultura pop, iniciando sua competição com Mad Max: Estrada da Fúria , o prêmio maior do evento foi para as mãos de um cineasta campeão de bilheteria, já indicado ao Oscar em Hollywood, capaz de imprimir autoridade em blockbusters como Ferrugem e Osso (1,8 milhão de pagantes na França) e O Profeta (1,3 milhão de tíquetes). Um novo fenômeno popular da grife Audiard se encena com o resultado de Cannes.

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Prêmios

Palma de Ouro: Dheepan (Jacques Audiard, França)

Grand Prix: Son of Saul  (László Nemes, Hungria)

Melhor diretor: Hou Hsiao-hsien (The Assassin, Taiwan)

Prêmio do Juri: The Lobster (Yorgos Lanthimos, Grécia/Irlanda/Reino Unido/Holanda/França)

Melhor Ator: Vincent Lindon (The Measure of a Man, França)

Melhor Atriz: EMPATE Emmanuele Bercot (Mon Roi, França) e Rooney Mara (Carol, Reino Unido)

Melhor roteiro: Michel Franco (Chronic, México/França)

Un Certain Regard

Melhor filme: Rams (Grimur Hakonarson, Islândia/Dinamarca)

Prêmio do Juri: The High Sun (Dalibor Matanic, Croácia/Eslovênia/Sérvia)

Melhor Diretor: Kiyoshi Kurosawa (Journey to the Shore, Japão/França)

Prêmio Futuro: EMPATE Nahid (Ida Panahandeh, Irã) e Masaan (Neeraj Ghaywan, França/Índia)

A Certain Talent: Corneliu Porumboiu (The Treasure, Romênia)

Outros Prêmios

Camera d’Or: La Tierra y la Sombra (Cesar Augusto Acevedo, Colômbia)

Directors’ Fortnight Art Cinema Award: The Embrace of the Serpent (Ciro Guerra, Colômbia)

Directors’ Fortnight Europa Cinemas Label: Mustang (Deniz Gamze Erguven, França/Turquia/Alemanha)

Directors’ Fortnight SACD Prize: My Golden Days (Arnaud Desplechin, França)

Grand Prix da crítica: Paulina  (Santiago Mitre, Argentina/Brasil/França)

Visionary Prize da crítica: La Tierra y la Sombra

Menção honrosa da crítica: Agnes Varda

Palme d’Or curta-metragem: Waves ’98 (Ely Dagher)

Juri Ecumênico: My Mother (Nanni Moretti)

Prêmios Fipresci

Competição: Son of Saul (László Nemes, Hungria)

Un Certain Regard: Masaan

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