A atriz Olivia de Havilland, estrela de “… E o Vento Levou” e uma das últimas sobreviventes da era de ouro de Hollywood, morreu na noite de 25/07/2020, aos 104 anos

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A notícia foi confirmada pela Entertainment Weekly, que citou que a atriz morreu de causas naturais enquanto dormia.

De Havilland venceu dois Oscar em sua carreira, por “Só Resta Uma Lágrima” (1946) e “Tarde Demais” (1949). Foi indicada outras três vezes, por “… E o Vento Levou” (1939), “A Porta de Ouro” (1941) e “Na Cova da Serpente” (1948).

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No clássico de 1939, interpretou Melanie, alvo de inveja da protagonista Scarlett O’Hara (Vivien Leigh), que cobiça o seu marido, Ashley (Leslie Howard). No decorrer da história, as rivais percebem que são mais fortes juntas, e se tornam hesitantes aliadas.

Além das aparições marcantes no cinema, Olivia de Havilland ficou conhecida por derrubar o “studio system”, esquema através do qual os grandes estúdios de Hollywood controlavam totalmente as carreiras dos atores, ditando quais papéis eles deveriam interpretar.

Em 1943, insatisfeita com os filmes que a Warner Bros. a enviava, a atriz processou o estúdio e venceu, se livrando do seu contrato e estabelecendo precedente para a ratificação de uma lei trabalhista que impede relações similares entre empregados e empregadores, conhecida até hoje como “Lei De Havilland”.

Embora tenha ficado mais conhecida por papéis dramáticos onde entregou grandes interpretações, Olivia de Havilland começou em Hollywood como a parceira de aventuras de Errol Flynn em filmes como “O Capitão Blood” (1935), “A Carga de Cavalaria Ligeira” (1936) e “As Aventuras de Robin Hood” (1938).

Foi depois de “… E o Vento Levou” (e da quebra de contrato com a Warner) que ela mostrou sua versatilidade — além do drama, se destacou em suspenses como “Espelho D’Alma” (1946), “A Dama Enjaulada” (1964) e “Com a Maldade na Alma” (1964).