Os paper toys existem há vários séculos, nascendo com a art dos Origamis (or-i-GA-me). A palavra baseada nas palavras Japonesa Ori (dobrar) e Kami (papel). O CineFreak tem sua versão, são os PaperFreak.

Os paper toys do presente existem por todo o mundo, e são criados por designers gráficos que buscam mais suporte para aplicar suas criações.

Os paper toys são urbanos, mas não só, recriam personalidades conhecidas e fazem nascer da imaginação dos seus criadores personagens novas, sejam pessoas, animais, seres alienados, a imaginação é o limite…

 PaperFreak da Semana – PaperFreak da semana – Dick Tracy

O PaperFreak desta semana é o Dick Tracy, famoso detetive das tiras de jornais e do cinema… Bom Divertimento…

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PaperFreak da semana - Dick Tracy

Dick Tracy é um detetive das tiras de quadrinhos e um personagem popular na cultura pop norte-americana. A personagem é um detetive policial difícil de ser baleado, que atira rápido, e muitíssimo inteligente que enfrentou uma grande variedade de, às vezes, vilões grotescamente feios. Dick Tracy foi criado pelo cartunista Chester Gould em 1931 para uma tira de quadrinhos do jornal que também se chamava Dick Tracy. A tira, que estreou em 4 de outubro de 1931, foi distribuída pelo Chicago Tribune Syndicate. Gould escreveu e desenhou a tira até 1977.

Chester Gould apresenta inicialmente em suas tiras a violência urbana refletida em seu tempo e lugar, a cidade de Chicago nos anos de 1930. Gould procurava se manter atualizado, mostrando as mais recentes técnicas de combate ao crime, usava a ciência forense e uma aparelhagem eletrônica mesmo com os casos do detetive geralmente acabando em tiroteio. Nos anos 50 ele abordou temas como a corrupção, delinquência juvenil e a televisão. Nessa época Gould sofreu algumas críticas ao mostrar elementos familiares de Tracy, mostrando-o vivendo de forma ostentatória numa grande casa e sendo proprietário até de um Cadillac.

Ele chegou a criar uma história em que Tracy foi acusado de corrupção e explicou suas posses, o que não diminuiu as críticas. Na década de 60, a tira passou por um período “espacial”, com Tracy participando de aventuras na Lua e usando naves espaciais de propulsão magnética. Em 1969 foi oferecido à Tracy o posto de chefe de polícia do Vale Lunar, uma comunidade humana da Lua, talvez indicando uma tendência de mudança do personagem para um tipo de “herói espacial”.

Mas depois que as missões lunares daquele ano revelaram a Lua como um satélite estéril, as tiras retornaram ao ambiente terrestre. Nos anos 1970 Tracy ganhou um bigode (logo descartado) e deixou o cabelo crescer.

Tracy encarava cada episódio como um “Caso”, com as tiras mostrando os criminosos cometendo o crime e a posterior perseguição implacável de Tracy. Os vilões eram indiscutivelmente o maior apelo das tiras.

Em outros temas usados, próprios de “filmes noir”, Gould reflete sobre como pequenos delitos levam a outros maiores. Os eventos se desenrolam sem controle e mostram como a vida pode ser imprevisível e cruel. As traições se sucedem nas histórias: capangas são mortos pelos empregadores, estes são traídos pelas namoradas e pessoas boas são mortas por estarem no lugar e hora errados.

Nas tiras dominicais do final dos anos de 1940, Gould incluiu um texto de guia para combatentes do crime amadores (“Dick Tracy’s Crimestoppers”), apresentada por Junior Tracy. Esse adendo durou até 1977. Depois foi substituído pela seção “Galeria dos Vilões” (“Dick Tracy’s Rogues Gallery”) até ser novamente reintegrado nas tiras atuais por Max Allan Collins.

Em 1990 foi lançada a superprodução Dick Tracy de Warren Beatty, que interpretou o próprio Dick Tracy. No elenco nomes como Madonna, Al Pacino, Dustin Hoffman, Dick van Dyke, James Caan e R.G. Armstrong, quase todos em notáveis participações como os famosos vilões.