­Estima-se que 285 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com alguma deficiência visual. Há uma grande variedade de tratamentos existentes no mercado para tratar deficiências visuais leves, mas até o momento, não há solução completa para curar a deficiência visual, parcial ou total.

No entanto, a esperança está no horizonte com uma invenção saída da ficção científica – o olho biônico.

Apesar de ser algo fruto da ficção científica, existe atualmente um olho biônico no mercado nos Estados Unidos. O dispositivo aprovado pela FDA é chamado de Argus II e é fabricado por uma empresa chamada second vision.

O “olho biônico” usa uma câmera integrada em um par de óculos normais conectado a um implante sobre a superfície do olho que se conecta ao nervo óptico. As pessoas que usaram o Argus II disseram que eles são capazes de ver sombras e contornos das figuras enquanto usam o dispositivo.

Enquanto esta inovação é impressionante, ele não pode ser referido como uma “cura para a cegueira” no sentido mais pleno, mas novos desenvolvimentos de cientistas australianos fizeram progressos na melhoria desta tecnologia com novos eletrodos de diamante nos olhos biônicos, permindo que os usuários percebam expressões faciais e até mesmo possam fazer leituras de textos com letras grandes.

Com estas invenções, especialistas em tecnologias já estão querendo saber onde tudo isso pode levar. Especula-se que esta nova tecnologia poderia permitir que se desenvolva olhos biônicos permitam visualizar todo o espectro electromagnético – incluindo ondas de rádio e ondas gama.

Teoricamente, este tipo de tecnologia permitiria que os seres humanos enxergassem o calor, identificassem os diferentes gases à vista e, potencialmente, até mesmo desenvolver visão de raio-X.

As implicações potenciais para este tipo de tecnologia são enormes. Uso dos olhos biônicos poderia levar a cientistas estudarem micróbios sem equipamentos pesados, e poderia permitir que os soldados em zonas de guerra enxergassem as minas e outros perigos potenciais à vista, sem pesquisas exaustivas. Ele poderia até mesmo fazer as longas filas nos aeroportos uma coisa do passado, porque os oficiais poderiam simplesmente olhar para os passageiros, em vez de submetê-los a pesquisas invasivas. Estas são apenas algumas das possibilidades desta incrível tecnologia que está trazendo a ficção científica para o mundo real.