Voce sabe o que é autismo, ou Transtornos do Espectro Autista (TEA)? O TEA é uma condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro, antes, durante ou logo após o nascimento. Esses distúrbios se caracterizam pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos.

Embora todas as pessoas com TEA partilhem essas dificuldades, o seu estado irá afetá-las com intensidades diferentes. Assim, essas diferenças podem existir desde o nascimento e serem óbvias para todos; ou podem ser mais sutis e tornarem-se mais visíveis ao longo do desenvolvimento.

TEA pode ser associado com deficiência intelectual, dificuldades de coordenação motora e de atenção e, às vezes, as pessoas com autismo têm problemas de saúde física, tais como sono e distúrbios gastrointestinais e podem apresentar outras condições como síndrome de deficit de atenção e hiperatividade, dislexia ou dispraxia. Na adolescência podem desenvolver ansiedade e depressão.

Algumas pessoas com TEA podem ter dificuldades de aprendizagem em diversos estágios da vida, desde estudar na escola, até aprender atividades da vida diária, como, por exemplo, tomar banho ou preparar a própria refeição. Algumas poderão levar uma vida relativamente “normal”, enquanto outras poderão precisar de apoio especializado ao longo de toda a vida.

O autismo é uma condição permanente, a criança nasce com autismo e torna-se um adulto com autismo.

Assim como qualquer ser humano, cada pessoa com autismo é única e todas podem aprender.

Pensando nisso, a musicoterapeuta Ana Carolina Steinkopf, de 24 anos, foi buscar mais explicações sobre o TEA e descobriu que no Brasil ainda não havia um trabalho consolidado que unisse música com o autismo.

Foi assim que ela soube que deveria cumprir este papel. Ana conta que a ideia surgiu a partir da prática clínica, onde pode ver que as crianças que faziam parte das sessões de musicoterapia tinham mais facilidade com a comunicação e o relacionamento.

musicoterapia

A artista montou um musical com crianças autistas de diferentes níveis, que vão dos mais baixos até os casos mais delicados. E o resultado foi recompensador. Além de ter sido um sucesso em Brasília, a montagem serviu como terapia para os pequenos. O projeto conta com 21 crianças autista e seus familiares, pois a família é muito importante, com seu envolvimento, a criança se motiva mais. Quando eles fazem algum movimento ou som, ela se sente estimulada a reproduzir a mesma ação. Isso é importante porque o autista que precisa de  umvínculocom o mundo que o cerca.

“Uma Sinfonia Diferente” é o nome do trabalho voluntário que reúne ainda a psicóloga Cinthia Vanessa, 21 estudantes de psicologia, equipes de filmagem, fotografia, uma banda com sete músicos e uma equipe de produção. “E o pagamento é a melhora da criança e o vínculo afetivo dos pais e dos irmãos”, completa Ana.