10º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo acontece de 30/07 a 5/08 de 2015, com 100 títulos de 16 países da região

 

 

Celebrando sua décima edição no período de 30 julho a 5 de agosto, o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo traz como grandes homenageados os cineastas Hector Babenco e Lírio Ferreira. Patrocinado pela Petrobras e da Sabesp – Companhia de Saneamento Básico de São Paulo, o evento reúne uma programação com os destaques da produção mais recente feita na região, incluindo vários títulos inéditos no Brasil e obras exibidas em eventos prestigiosos – como os festivais de Cannes e Berlim. No total, são aproximadamente 100 filmes, representando 16 países da América Latina e do Caribe. A programação acontece no Memorial da América Latina, Cinesesc, Cine Olido, Centro Cultural São Paulo, Cinusp Paulo Emílio, Cinusp Maria Antonia, Reserva Cultural e Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca e Cinemateca Brasileira. A entrada é gratuita em todas as salas, exceto no Cinesesc.

 

Provavelmente o cineasta brasileiro de maior projeção internacional, Hector Babenco nasceu em Mar del Plata e desenvolveu carreira no Brasil a partir de 1973. Entre os títulos programados está “O Beijo da Mulher Aranha” (1985), baseado em livro do argentino Manuel Puig. O filme rendeu o Oscar de melhor ator a William Hurt, tendo sido indicado ainda aos prêmios de melhor filme, diretor e roteiro adaptado. Estrelado pelo ator mexicano Gael García Bernal, “O Passado” (2007) é coprodução Brasil/Argentina também confirmada na programação.

 

O pernambucano Lírio Ferreira é codiretor (com Paulo Caldas) de longa-metragem marco da retomada do cinema brasileiro: “Baile Perfumado” (1997), uma abordagem ao som de músicas do movimento mangue beat da saga real do libanês Benjamin Abrahão, mascate responsável pelas únicas imagens de Lampião. A produção entusiasmou crítica e público no Festival de Brasília, onde foi vencedora dos prêmios de melhor filme, cenografia e ator coadjuvante. A homenagem apresenta outros longas do diretor: “Áido Movie” (2005), “Cartola – Música para os Olhos” (2007), “O Homem que Engarrafava Nuvens” (2009) e “Sangue Azul”(2014), além de curtas e do filme para TV “A Espiritualidade e a Sinuca”.

 

Entre as várias pré-estreias de novos longas-metragens brasileiros presentes no 10o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo está “Ato, Atalho e Vento”, de Marcelo Masagão (de “Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos”), que utiliza trechos de 143 filmes na sua montagem. Segundo o diretor, “fazer o encontro de planos concebidos por diversos diretores é a mesma coisa que juntar pedaços de tempo e espaço alargando e desfazendo  sentidos. É um filme entre-planos. Ou, um filme junta-planos.”

 

No festival acontece a pré-estréia mundial de “Trago Comigo”, o novo trabalho da diretora Tata Amaral (dos premiados “Antonia” e “Hoje”). Carlos Alberto Ricelli vive um diretor de teatro aposentado que percebe não se lembrar totalmente do passado durante sua prisão na época da ditadura civil-militar, nos anos 1970 no Brasil. Ele decide montar uma peça e, com fiapos de memória, vai improvisando o texto com seu jovem elenco até mergulhar na sua própria história e revelar aquilo que de tão doloroso, preferiu esquecer.

 

“Sermão dos Peixes”, novo filme de Cristiano Burlan (de “Mataram Meu Irmão” e “Hamlet”), também faz sua pré-estreia no evento. A obra focaliza uma sociedade singular constituída de botos e homens, em Laguna, Santa Catarina. Ao longo de gerações, pescadores protagonizam, juntamente com a espécie de boto Tursiops Truncatus, a pesca cooperativa onde ambas espécies perseguem a mesma presa: a tainha.

 

Também em world première, “Não Estávamos Ali Para Fazer Amigos”, de Miguel de Almeida e Luiz R. Cabral, aborda os anos finais da ditadura civil-militar brasileira (1964-1985), colocando focona explosão da cultura urbana manifestada por um inovador conceito de jornalismo cultural impresso e pelo surgimento de grupos de rock, como Titãs e Ira!, artistas renovadores, como Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção, poetas, como Geraldo Carneiro e Antonio Cícero, artistas visuais, como Tunga, e grupos teatrais, como Asdrúbal Trouxe o Trombone.

 

Inédito no Brasil e exibido no festivais de Berlim e Buenos Aires, o chileno “Mar” é o segundo longa-metragem dirigido porDominga Sotomayor, cuja obra de estreia, “De Quinta-feira a Domingo”, foi vencedora do Tiger Award no Festival de Roterdã. Aqui, um casal de férias em uma prais tem sua rotina quebrada com a chegada da mãe do rapaz.

 

Cineasta argentino com quase 40 títulos na folmigrafia e praticamente desconhecido no Brasil, Raúl Perrone tem na programação seu recente “Ragazzi”, também inédito no país. Exibido nos festivais de Buenos Aires, Roma e Cartagena de Indias,  o enredo se passa no último dia de vida do cineasta italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975) do ponto de vista de seu assassino.

 

Lançado no Festival de Cannes, o argentino “El Ardor” , de Pablo Fendrik é protagonizado por Gael García Bernal e Alice Braga. O roteiro acompanha um misterioso homem que emerge da selva para resgatar uma jovem camponesa, depois de mercenários terem assassinado seu pai e a tornado prisioneira.

 

A seção Docs Musicais América Latina reúne documentários musicais dedicados a importantes artistas da região, como Elza soares, Dominguinhos, Paulo Moura, Sabotage, Premê, Gangrena Gasosa e o ídolo argentino Spinetta, entre outros.

 

A programação do 10º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo apresenta ainda a Mostra de Escolas de Cinema Ciba-Cilect, com curtas e médias-metragens de graduação das mais importantes instituições do gênero. Este ano estão presentes 43 filmes, representando 22 escolas de sete países. Um dos destaques é.

 

Preparado especialmente para celebrar a décima edição do evento, o Seminário Internacional “Caminhos do Audiovisual Latino-Americano no Século 21”, que acontece nos dias 3, 4 e 5 de agosto no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc. Voltado a refletir aspectos específicos atuais da cinematografia da região, a iniciativa reúne especialistas e profissionais do mercado, do Brasil e de outros países, para discutir as possibilidades e as experiências com as novas plataformas digitais de circulação de produtos audiovisuais, os mecanismos e os resultados da coprodução internacional, os cursos superiores de cinema e TV e as novas dramaturgias, temáticas e estéticas da produção dos últimos 15 anos.

 

A programação do festival se completa com encontros e debates, estando previstas presenças de 40 convidados, do Brasil e do exterior.

 

A curadoria do 10º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo é assinada por João Batista de Andrade, Felipe Macedo, Jurandir Müller e Francisco Cesar Filho. Uma realização do Memorial da América Latina, Secretaria de Estado da Cultura, e Associação do Audiovisual, o evento é uma iniciativa do Ministério da Cultura / Lei Federal de Incentivo à Cultura. Conta comcorrealização da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, Spcine e Sesc São Paulo, e apoio cultural da Prodesp – Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo.

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10º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo

30 de julho a 5 de agosto de 2015

Abertura: 29 de julho de 2015, quarta-feira, às 20h30, no Memorial da América Latina

Entrada franca (exceto Cinesesc: R$ 12,00, R$ 6,00 e R$ 3,50)

locais: Memorial da América Latina, Cinesesc, Cine Olido, Centro Cultural São Paulo, Cinemateca Brasileira, Cinusp Paulo Emílio, Cinusp Maria Antônia, Reserva Cultural, Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca e Centro de Formação e Pesquisa do Sesc

iniciativa: Ministério da Cultura / Lei Federal de Incentivo à Cultura

realização: Memorial da América Latina, Secretaria de Estado da Cultura e Associação do Audiovisual

patrocínio: Petrobras e Sabesp – Companhia de Saneamento Básico de São Paulo

correalização: Secretaria Municipal de Cultura, Spcine e Sesc São Paulo

apoio cultural: Prodesp – Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo e Cinusp