Festival Latino-Americano de SP chega à décima edição com 111 filmes de 17 países e homenagem a Hector Babenco e Lírio Ferreira

 

 

Celebrando sua décima edição no período de 30 julho a 5 de agosto, o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo traz como grandes homenageados os cineastas Hector Babenco e Lírio Ferreira. Patrocinado pela Petrobras e da Sabesp – Companhia de Saneamento Básico de São Paulo, o evento é uma realização do Memorial da América Latina, Secretaria de Estado da Cultura e Associação do Audiovisual, e reúne uma programação com os destaques da produção mais recente feita na região, incluindo vários títulos inéditos no Brasil e obras exibidas em eventos prestigiosos – como os festivais de Cannes, Berlim, Veneza e Sundance.

 

No total, são 111 filmes, representando 17 países da América Latina e do Caribe. Na mostra Contemporâneos estão 21 filmes, sendo 13 inéditos no Brasil (cinco são produções brasileiras em première mundial). As demais seções são Doc Musicais América Latina, Mostra de Escolas Ciba-Cilect e DocTV Latinoamérica. Entre as atividades paralelas destaca-se o Entre as atividades paralelas do 10º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo destaca-se o Seminário Internacional “Caminhos do Audiovisual Latino-Americano no Século 21”.

 

A programação acontece no Memorial da América Latina (Tenda Petrobras para o Cinema Latino-Americano, Biblioteca Latino-Americana e Galeria Marta Traba), Cinesesc, Cine Olido, Centro Cultural São Paulo (Sala Lima Barreto e Sala Paulo Emílio), Cinusp Maria Antonia, Cinusp Paulo Emílio, Reserva Cultural e Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca, Cinemateca Brasileira e Centro de Pesquisa e Formação – Sesc. Todas as projeções têm entrada franca.

 

A homenagem a Hector Babenco traz alguns de seus grandes sucessos, “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia”, que alcançou 5,4 milhões de espectadores, “Pixote, a Lei do Mais Fraco” (1980), “O Beijo da Mulher-Aranha”, pelo qual William Hurt foi premiado com o Oscar de melhor ator, “Coração Iluminado”, “Carandiru” e “O Passado”. Já Lírio Ferreira tem exibidos seus cinco longas-metragens (“Baile Perfumado”, “Árido Movie”, “Cartola – Música para os Olhos“, “O Homem que Engarrafava Nuvens” e “Sangue Azul”) e uma seleção de oito curtas, entre eles raridades de início de carreira e obras feitas para TV e museus. Uma mesa reúne, em 30/07, o cineasta pernambucano ao lado dos diretores Paulo Caldas, Kiko Goifman e Hilton Lacerda. Outro homenageado é o DJ Tutu Moraes, músico cuja carreira foi impulsionada como residente diário nas primeiras edições do festival e hoje realiza apresentações no exterior.

 

Entre os títulos recentes estão cinco premières mundiais de longas-metragens brasileiros; “Trago Comigo”, de Tata Amaral; “Sermão dos Peixes”, de Cristiano Burlan; “Através”, de André Michiles, Fábio Bardella e Diogo Martins; “Não Estávamos Ali para Fazer Amigos”, de Miguel de Almeida e Luiz R Cabral; e “Trago Seu Amor”, de Dellani Lima. Fazem ainda sua primeira exibição em São Paulo “A Misteriosa Morte de Pérola”, de Guto Parente; “As Fábulas Negras”, de Rodrigo Aragão, Petter Baiestorf, Joel Caetano e José Mojica Marins; “Condado Macabro”, de Marcos DeBrito e André de Campos Mello; e “Meia Hora e as Manchetes Que Viram Manchete”, de Angelo Defanti.

 

Produções argentinas dominam a seleção internacional, com destaque para “As Insoladas”, novo filme de Gustavo Taretto (de “Medianeras, Buenos Aires na Era do Amor Virtual”); “Morte em Buenos Aires”, Natalia Meta, que tem no elenco Demian Bichir (indicado ao Oscar por “Uma Vida Melhor”, de Chris Weitz) e Chino Darín (filho do Ricardo Darín); “Natureza Morta”, de Gabriel Grieco, anunciado como o primeiro filme “terror vegano” do mundo; “O Ardor” , de Pablo Féndrik, protagonizado por Gael García Bernal e Alice Braga; e “Ragazzi”, do diretor cult Raúl Perrone, que tem mais 30 de títulos no currículo e é desconhecido no Brasil.

 

Outras obras presentes e inéditas no Brasil são “Mar”, coprodução Chile/Argentina selecionada para o Festival de Berlim e dirigida por Dominga Sotomayor; “Sozinhos”, da peruana Joanna Lombardi (de “Casadentro”); “Viva a Música”, do colombiano Carlos Moreno, exibido no Festival de Sundance; e “Videofilia (e Outras Síndromes Virais)”, a primeira produção peruana a vencer o Festival de Roterdã.

 

A seção Docs Musicais América Latina traz doze produções. Entre os brasileiros estão “Dominguinhos”, de Joaquim Castro, Eduardo Nazarian e Mariana Aydar; “Eu Sou Carlos Imperial”, de Renato Terra e Ricardo Calil; “Gangrena Gasosa – Desagradável”, de Fernando Rick; “My Name is Now, Elza Soares”, de Elizabete Martins Campos; “Paulo Moura – Alma Brasileira”, de Eduardo Escorel; “Premê – Quase Lindo”, de Alexandre Sorriso e Danilo Moraes; e “Sabotage: O Maestro do Canão”, de Ivan 13P. Os títulos internacionais, todos inéditos no Brasil, são os argentinos “Pescado Rabioso – Uma Utopia Incurável”, “Blues dos Plomos” e “Não Tenho Nada”, o colombiano “Picó – A Máquina Musical do Caribe” e o mexicano “Lixo”.

 

Já a competição Mostra Escolas de Cinema Ciba-Cilect reúne 43 filmes, de sete países, enquanto que 16 documentários estão na seção DocTV Latinoamérica, com destaque para o brasileiro “Guataha”.

 

O Seminário Internacional “Caminhos do Audiovisual Latino-Americano no Século 21” reúne especialistas internacionais em cinco mesas: A Produção Audiovisual Latino-Americana na era Digital e Conectada. Possibilidades e Tendências; Escolas de Cinema e Audiovisual no Contexto Social, cultural e Profissional; A Web e o Audiovisual Latino-Americano. Produção e Distribuição na Rede; Novas Modalidades Temáticas, Dramatúrgicas e Estéticas; e Coprodução Internacional.

 

Outras atividades paralelas agendadas são o Encontro Ciba-Cilect, com representantes de 15 escolas de cinema de sete diferentes países; uma edição especial do projeto Cinema da Vela, reunindo a realizadora chilena Dominga Sotomayor e a brasileira Tata Amaral; o Debate “Ato, Atalho e Vento”, com Maria Rita Kehl e Jean-Claude Bernardet; e uma sessão especial do projeto Cine Direitos Humanos , exibindo documentários da Costa Rica e do Peru.

Cinemascope-10º-Festival-de-Cinema-Latino-Americano-de-SP

A curadoria do 10º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo é assinada por João Batista de Andrade, Jurandir Müller e Francisco Cesar Filho. O evento é uma iniciativa do Ministério da Cultura / Lei Federal de Incentivo à Cultura. Conta com correalização da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, Spcine e Sesc São Paulo, e apoio cultural da Prodesp – Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo e do Cinusp.

contemporâneos

 

A seção Contemporâneos programou obras da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Peru, sendo os 21 títulos inéditos – no Brasil ou em São Paulo –, com destaque para seis premières mundiais de longas-metragens brasileiros. Já o conjunto internacional exibe títulos com passagens por vitrines prestigiosas, como os festivais de Berlim, Cannes, Veneza, Sundance, Roterdã, Guadalajara, Toulouse, San Sebastián, Cartagena de Índias e Mar Del Plata, entre outros. Merece ainda registro a presença do gênero de terror, representado por duas produções brasileiras e uma argentina.

 

Diretor argentino revelado por curtas-metragens elogiados no circuito internacional de festivais e pelo longa “Medianeras, Buenos Aires na Era do Amor Virtual” (2011), lançado no Festival de Berlim, Gustavo Taretto apresenta seu novo trabalho, “As Insoladas”, inédito no Brasil o filme mostra seis amigas e companheiras de aula de salsa que compartilham do mesmo sonho: passar duas semanas de férias no Caribe. Porém, a realidade econômica das garotas não lhes permite sair do terraço de um prédio no meio da cidade, onde se encontram toda semana para tomar sol. O diretor Gustavo Taretto tem presença confirmada em São Paulo.

 

Inédito no Brasil e exibido no festivais de Berlim, Toulouse e Buenos Aires, “Mar” (uma coprodução Chile/Argentina) é o segundo longa-metragem dirigido pela chilena Dominga Sotomayor, cuja obra de estreia, “De Quinta-feira a Domingo”, foi vencedora do Tiger Award no Festival de Roterdã. Aqui, um casal de férias em uma praia tem sua rotina quebrada com a chegada da mãe do rapaz. Dominga Sotomayor acompanha a projeção do filme em São Paulo e participa do debate Cinema da Vela, com Tata Amaral (de “Trago Comigo”) e mediação de Ricardo Calil, no dia 4/08, terça-feira, às 19h30, no CineSesc.

 

Filha de Francisco J. Lombardi, talvez o mais famoso cineasta peruano, Joanna Lombardi teve seu “Casadentro” (2013), vencedor do prêmio da crítica no Festival Montreal, recentemente em cartaz nas salas brasileiras. A cineasta vem a São Paulo apresentar seu segundo longa-metragem, “Sozinhos”, estreado no Festival de Roterdã e inédito no Brasil. A obra acompanha um grupo de amigos de 30 e poucos anos que viajam pela floresta peruana para mostrar filmes a céu aberto. Nas suas conversas, na estrada ou enquanto acampam, assuntos sem sentido passam suavemente para questões importantes sobre a vida.

 

A argentina Natalia Meta é produtora executiva de cineastas como Paula Hernández (“Un Amor”, (2011) e Pablo Giorgelli (“As Acácias”, 2011). Inédito no Brasil, seu primeiro longa como diretora, “Morte em Buenos Aires”, acompanha a investigação de um homicídio ocorrido no círculo mais exclusivo da alta sociedade de Buenos Aires na década de 1980. No centro da trama estão um policial durão e um novato de boa aparência que se torna seu braço direito na procura do assassino. Destaque para o elenco, no qual estão Demian Bichir (indicado ao Oscar por “Uma Vida Melhor”, de Chris Weitz e escalado para o novo filme de Quentin Tarantino), “The Hateful Eight”), Chino Darín (filho do Ricardo Darín) e Mónica Antonópulos, vencedora do prêmio de revelação feminina na premiação Cóndor de Plata, da Associação dos Críticos de Cinema da Argentina. Natalia Meta tem presença confirmada em São Paulo.

 

Selecionado para os festivais de Sundance e Guadalajara deste ano, “Viva a Música” (uma coprodução Colômbia/México inédita no Brasil) promove um mergulho no cotidiano de uma jovem acomodada que deixa a casa da sua família, levando-se pela música e pela dança das ruas da cidade de Cáli, na Colômbia. Sem se importar com as consequências, ela está disposta a provar tudo de excitante que a cidade tem a oferecer, incluindo drogas e sexo. Natural de Cali, o diretor Carlos Moreno vem a São Paulo acompanhar o festival. Ele dirigiu anteriormente “Perro Come Perro” (2008), que estreou no Festival de Sundance e o consagrou como um dos diretores mais reconhecidos pela crítica de seu país, e “Todos os Seus Mortos” (2011), vencedor do prêmio de fotografia no mesmo festival. Com “Cartel de los Sapos” (2012), Moreno provou ser um diretor que se movimenta entre o cinema autoral e o comercial ao ser selecionado pela Colômbia para a seleção dos prêmios Oscar.

 

“Natureza Morta”, estreia do argentino Gabriel Grieco, adiciona registros cômicos ao gênero terror. Em uma cidade da Argentina, o país dos churrascos, pessoas ligadas à indústria de gado começam a desaparecer. Uma jornalista dá início à investigação e, em breve, vai descobrir um segredo obscuro. O filme, inédito em São Paulo, se anuncia como o primeiro do gênero “terror vegano” do mundo.

 

Road movie na fronteira entre a ficção e o documentário, “Pantanal”, do estreante argentino Andrew Sala, acompanha um homem que foge de Buenos Aires para o Pantanal do Mato Grosso. Ele leva uma bolsa cheia de dinheiro e o motivo da viagem é pagar uma dívida que ele tem com o irmão, com quem não fala há anos. O relato se mistura com depoimentos reais de pessoas que dizem tê-lo encontrado pelo caminho. O filme, inédito no Brasil, colheu elogios nos festivais de San Sebastián e Mar Del Plata.

 

Primeiro filme peruano a conquistar o Tiger Award, a premiação máxima do Festival de Roterdã, “Videofilia (e Outras Síndromes Virais) mostra uma jovem desajustada que passa as primeiras semanas fora da escola tomando drogas psicodélicas e marcando encontros pela webcam. É assim que conhece um pornógrafo amador um pouco mais velho do que ela, com quem desenvolve um relacionamento sexual estranho. Dirigida pelo estreante Juan Daniel F. Molero, a obra é inédita no Brasil.

 

Cineasta argentino com quase 40 títulos na filmografia e praticamente desconhecido no Brasil, Raúl Perrone tem na programação seu recente “Ragazzi”, inédito em São Paulo. Exibido nos festivais de Buenos Aires, Roma e Cartagena de Indias, o enredo se passa no último dia de vida do cineasta italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975) do ponto de vista de seu assassino. Um dos principais diretores cult da Argentina, Raúl Perrone pratica cinema que, segunda a crítica, “caracteriza-se por sua coerência decididamente insubornável”.

 

Lançado no Festival de Cannes, o argentino “O Ardor” , de Pablo Fendrik é protagonizado por Gael García Bernal e Alice Braga. O roteiro acompanha um misterioso homem que emerge da selva para resgatar uma jovem camponesa, depois de mercenários terem assassinado seu pai e a tornado prisioneira. O filme é inédito em São Paulo. Pablo Fendrik participou da Semana da Crítica do Festival de Cannes com seu primeiro longa “O Assaltante” (2007). “La Sangre Brota”, seu segundo filme, teve estreia na mesma seção de Cannes, em 2008.

 

Lançado no Festival de Veneza, “A Vida Depois”, do argentino radicado no México David Pablos, mostra a viagem de dois irmãos em busca da mãe desaparecida. Eles atravessam paisagens desérticas, seguindo pistas baseadas em recordações de infância. O filme é inédito em São Paulo e seu diretor já foi vencedor da Mostra de Escolas de Cinema Ciba-Cilect, promovida pelo festival.

 

 

Contemporâneos – Brasil

 

Programado para a cerimônia de abertura do 10º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, o novo longa-metragem de Marcelo Masagão (de “Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos”, 1999) “Ato, Atalho e Vento” faz sua estreia brasileira no evento. Exibido no Festival de Roma, a obra foi selecionada para o IDFA – Festival de Documentários de Amsterdã, dentro da prestigiosa seção Masters, e é fruto do encontro do livro “O Mal-estar na Civilização”, de Sigmund Freud, com trechos de 143 filmes realizados em diversas épocas e lugares do mundo. Estão incluídas cenas de títulos do mestre pioneiro Georges Méliès a “O Marido da Cabeleireira” (1990), de Patrice Leconte. Uma segunda projeção do filme, aberta ao público, está agendada para o dia 3 de agosto, segunda-feira, às 20h00, no Reserva Cultural, com entrada franca. Ela é seguida de debate com a psicanalista e jornalista Maria Rita Khel, o crítico de cinema e cineasta Jean-Claude Bernardet e o cineasta Marcelo Machado.

 

No festival acontece a pré-estréia mundial de “Trago Comigo”, o novo trabalho da diretora Tata Amaral (dos premiados “Antonia”, 2007, e “Hoje”, 2011). Carlos Alberto Ricelli vive um diretor de teatro aposentado que percebe não se lembrar totalmente do passado durante sua prisão na época da ditadura civil-militar, nos anos 1970 no Brasil. Ele decide montar uma peça e, com fiapos de memória, vai improvisando o texto com seu jovem elenco até mergulhar na sua própria história e revelar aquilo que de tão doloroso, preferiu esquecer. No elenco estão ainda Emilio Di Biasi, Georgina Castro, Gustavo Brandão e Paula Pretta. Tata Amaral participa do debate Cinema da Vela, com a chilena Dominga Sotomayor (de “Mar”) e mediação de Ricardo Calil, no dia 4/08, terça-feira, às 19h30, no CineSesc.

 

“Sermão dos Peixes”, novo filme de Cristiano Burlan (de “Mataram Meu Irmão”, 2013, e “Hamlet”, 2014), também faz sua pré-estreia no evento. A obra focaliza uma sociedade singular constituída de botos e homens, em Laguna, Santa Catarina. Ao longo de gerações, pescadores protagonizam, juntamente com a espécie de boto Tursiops Truncatus, a pesca cooperativa onde ambas espécies perseguem a mesma presa: a tainha. Tem mais de 15 filmes em sua filmografia, entre ficções e documentários, com participações em festivais como o de Havana, É Tudo Verdade, Málaga e Toronto.

 

Outro título brasileiro em première mundial é “Através”, que visita Cuba em 2012, um período de reformas e incertezas. É quando Raul Castro revoga a lei da “carta branca”, que obrigava os cubanos a pedir autorização para viagens ao exterior. E Cintia, a protagonista do filme, também está em transição e deve definir o seu incerto destino na ilha. Atrás de respostas para o seu futuro, ela viaja em busca de suas origens e das raízes do seu povo. O longa é assinado por André Michiles, Fábio Bardella (ambos de “Osvaldão”, 2014) e Diogo Martins.

 

Documentário em primeira exibição mundial, Não Estávamos Ali para Fazer Amigos”, de Miguel de Almeida e Luiz R Cabral, focaliza os anos finais da ditadura civil-militar brasileira (1964-85) e a cultura urbana manifestada por um inovador conceito de jornalismo cultural nas páginas do caderno “Ilustrada”. Do último ditador, passando pela movimentação das Diretas-Já, a eleição de Tancredo Neves, sua morte e a posse de José Sarney (e, entre seus primeiros atos, a censura à exibição de “Eu Vos Saúdo, Maria”, de Jean-Luc Godard) – é um período em que brotam de garagens, de bairros perdidos das cidades e de pequenos ateliês grupos de rock, como Titãs e Ira!, artistas renovadores, como Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção, poetas, como Geraldo Carneiro e Antonio Cícero, artistas visuais, como Tunga, e grupos teatrais, como Asdrúbal Trouxe o Trombone.

 

“Trago Seu Amor”, longa de Dellani Lima em world première no evento, aborda diferentes conflitos em relações amorosas, especialmente aqueles momentos definitivos em que os laços se fortalecem ou se rompem. No elenco estrão Francis Vogner dos Reis, Geraldo Júnior, Leo Kildare Louback, Marco Fugga, Marylin Geraes e Paulo Santos Lima. O realizador Dellani Lima é também ator, músico e artista visual. Suas obras já integraram mostras e festivais no Brasil e no exterior. Seu último longa-metragem foi “O Tempo Não Existe no Lugar em que Estamos” (2015).

 

Exibido no Festival de Roterdã e inédito em São Paulo, “A Misteriosa Morte de Pérola” é um suspense sobre uma jovem que deixa seu país, casa e namorado para estudar arte em uma cidade francesa. Ela mora sozinha em um belo, porém sombrio e antigo apartamento, onde os quadros a encaram e as portas parecem ter vida própria. Seu diretor, o cearense Guto Parente, realizou cinco longas-metragens, entre eles “Estrada para Ythaca” (2010) e “Doce Amianto” (2013).

 

Inédita em São Paulo, a produção capixaba “As Fábulas Negras” marca o encontro antológico de quatro dos nomes mais importantes do terror brasileiro: Rodrigo Aragão (de “A Noite do Chupacabras”, 2011, e “Mar Negro”, 2013), Petter Baiestorf (de “Eles Comem Sua Carne”, 1996, e “ Raiva”, 2001), Joel Caetano e José Mojica Marins, o eterno Zé do Caixão. O filme focaliza um grupo de crianças que embarca numa aventura macabra povoada com personagens do imaginário popular do país – lobisomem, bruxa, fantasma, monstro e saci.

 

Também ligado ao terror e inédito em São Paulo, o paulista “Condado Macabro”, de Marcos DeBrito e André de Campos Mello. Nele, uma casa alugada por cinco jovens transforma-se no palco de uma chacina. Um palhaço suspeito é encontrado todo ensanguentado na cena do crime e precisa provar sua inocência para o investigador da pequena cidade. Sem evidências para prendê-lo, o policial entra no jogo ardiloso do acusado. No elenco estão Francisco Gaspar, Paulo Vespúcio, Leonardo Miggiorin, Bia Gallo e Rafael Raposo.

 

Documentário de estreia do cineasta Angelo Defanti, “Meia Hora e as Manchetes Que Viram Manchete” aborda aspectos de um tablóide popular carioca. Com depoimentos de Valesca Popozuda e Muniz Sodré, entre outros, o filme é inédito em São Paulo. A obra destaca as manchetes bem-humoradas e abordagens Inusitadas da publicação, na qual tiro vira “pipoco” e facção criminosa é “bonde sinistrão”; bandido escondido “tá malocado”, vivo “toca o terror” e morto “levou ferro”; a polícia, quando invade, “dá sacode”, quando atira, “senta o dedo”.

 

 

 

Homenagem – Hector Babenco

 

Cineasta brasileiro de enorme projeção internacional, Hector Babenco é um dos homenageados este ano pelo o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, que organizou uma mostra com seis de seus longas-metragens. O cineasta nasceu na Argentina, de onde saiu aos 18 anos para viajar pelo mundo. Na Itália dos anos 1960 foi figurante e assistente de produção, quando se inicia sua relação com o cinema. O realizador afirma: “Sou um exilado no Brasil e um exilado na Argentina. Não consigo me fazer sentindo parte de nenhuma das duas culturas. E as duas coisas existem em mim de forma poderosa”.

 

Radicado no Brasil desde 1973, seu maior sucesso de público, com 5,4 milhões de espectadores nas salas comerciais do país, foi “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” (1997), obra baseada em um caso policial protagonizada por Reginaldo Faria. Seu filme seguinte, “Pixote, a Lei do Mais Fraco” (1980), com Marília Pêra no elenco, é presença constante em listas de maiores filmes da década de 1980.

 

Realiza em 1985 a produção internacional “O Beijo da Mulher-Aranha” é baseada em livro do argentino Manuel Puig – pelo filme Babenco foi indicado ao Oscar de melhor diretor e William Hurt recebeu o Oscar de melhor ator e o prêmio de interpretação masculina em Cannes.

 

Em 1998 lança “Coração Iluminado”, drama autobiográfico selecionado para o Festival de Cannes. Em seguida realiza “Carandiru” (2003), também exibido em Cannes, outro sucesso de bilheteria, de 4,6 milhões espectadores. Completa a seleção de títulos em exibição no festival “O Passado” (2007), uma coprodução Brasil/Argentina estrelada pelo ator mexicano Gael García Bernal.

 

 

 

Homenagem – Lírio Ferreira

 

O pernambucano Lírio Ferreira é outro homenageado pelo evento. Uma das revelações da geração de cineastas surgida em meados da década de 1990 no Brasil, é responsável pelo filme que colocou Pernambuco no mapa do cinema brasileiro contemporâneo – “Baile Perfumado” (1997), codirigido por Paulo Caldas. A programação do festival inclui todos os seus longas-metragens, além curtas raros, programas para a TV e outros formatos.

 

Com elenco formado por Guilherme Weber, Giulia Gam, José Dumont, Selton Mello, Matheus Nachtergaele, “Árido Movie”, de 2005, foi selecionado para o Festival de Veneza, na Mostra Orizzonti daquele ano. Junto com Hilton Lacerda, Lírio Ferreira lança em 2007 “Cartola – Música para os Olhos”, o documentário mais visto no Brasil naquele ano. Em 2008, assina outro longa-metragem de temática musical, “O Homem que Engarrafava Nuvens”, sobre a vida e a obra do compositor Humberto Teixeira, também conhecido como o “Doutor do Baião”. A obra recebeu o prêmio de melhor documentário pela Academia Brasileira de Cinema. Selecionado para a Mostra Panorama do Festival de Berlim deste ano, “Sangue Azul” (2014) é seu mais recente trabalho e conta com Daniel de Oliveira e Caroline Abras à frente do elenco.

 

Estão incluídos ainda os curtas-metragens “O Crime da Imagem” (1992, seu primeiro em película), “That’s a Lero Lero” (1994), codirigido com Amin Stepple, sobre a passagem do cineasta Orson Welles por Recife, obra premiada nos festivais de Brasília e Gramado, além de dois vídeos de início de carreira, ambos de rara circulação: “Duoelo” e “O Elástico”, feitos em 1992, com codireção de Paulo Caldas. Completam a homenagem “4 Kordel” (2014, feito para o Museu do Cais do Sertão Luiz Gonzaga), o episódio de série de TV “A Espiritualidade e a Sinuca” (2011), protagonizado por José Mojica Marins e Mário Bortolotto, e “Assombrações do Recife Velho” (2001), episódio de curta-metragem coletivo baseado em Gilberto Freyre,

 

Uma mesa com Lírio Ferreira está agendada para o dia 30/07, quinta-feira, às 20h30 na Biblioteca Latino-Americana do Memorial da América Latina. Dela participam também os cineastas Paulo Caldas, Kiko Goifman e Hilton Lacerda.

 

 

 

Homenagem – Tutu Moraes

 

Responsável pela bem-sucedida festa Santo Forte, o DJ Tutu Moraes é reconhecido pela mistura de gêneros brasileiros que incorpora em seus sets, incluindo carimbo, frevo, maxixes, gafieras e marchinhas de carnaval. Suas pesquisas musicais estão em filmes como “Chega de Saudade” (Laís Bodanzki, 2007) e “Terra Vermelha” (Marco Becchis, 2008). Já fez temporadas em Nova York, tendo se apresentado no Central Park.

 

Tutu Moraes recebe o Troféu Fundação Memorial da América Latina na cerimônia de encerramento do festival, no dia 5 de agosto, quarta-feira, às 20h30. A homenagem prestada pelo Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo traz a marca de suas primeiras edições, quando o DJ era residente fixo durante toda a semana do evento.

 

 

 

Docs Musicais América Latina

 

A rica musicalidade latino-americana tem sua vitrine permanente no 10º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo na seção Docs Musicais América Latina. No total, estão reunidas doze produções. São sete filmes brasileiros sobre nomes marcantes da história da MPB – como Elza Soares, Dominguinhos, Paulo Moura e Carlos Imperial – ao lado de artistas mais recentes (Premê, Gangrena Gasosa e Sabotage). Já a seleção internacional traz cinco produções inéditas no Brasil vindas da Argentina, Colômbia e México. Grupos como Los Peyotes, Pescado Rabioso e o mito Luis Alberto Spinetta, da Argentina, são protagonistas de três dos filmes. Há espaço ainda para os sistemas de som artesanais da costa atlântica colombiana dos anos 1960 e para a musicalidade da região mexicana de Tijuana.

 

Um dos pais do rock argentino, Luis Alberto Spinetta (1950-2012), conhecido como El Flaco, foi um cantor, guitarrista, poeta e compositor argentino, considerado um dos mais importantes de seu país. A grande complexidade instrumental, lírica e poética de suas obras lhe valeu o reconhecimento na América Latina e em todo o mundo. Foi o líder dos grupos Almendra – considerado como um dos fundadores do rock na Argentina – além de Invisible, Spinetta Jade, Spinetta y los Socios deo Desierto e Pescado Rabioso. Este último teve seu concerto de reencontro, após 28 anos, filmado por Lidia Milani. “Pescado Rabioso – Uma Utopia Incurável” (Argentina, 2012), focaliza o grupo no show Spinetta y las Bandas Eternas, que foi organizado no estádio do Velez Sarsfield em 4/12/2009. A câmera acompanha os ensaios e as situações que ocorrem, brincadeiras, abraços, músicas e conversas profundas com os integrantes do Pescado Rabioso sobre o significado de voltar a tocar juntos, lembrando o que ocorria na Argentina no início dos anos 1970 e com a sensação de que uma mudança estava ocorrendo no mundo.

 

“Blues dos Plomos” (Argentina, 2013), de Paulo Soria e Gabriel Patrono, se detém nas lembranças de diversos roadies de todas as épocas do rock argentino, especialmente no trabalho de Aníbal “La Vieja” Barrios, assistente do mito Luis Alberto Spinetta. O filme conta também a história da “Canción de los Plomos”, que deu voz a esses homens fortes e fundamentais para a montagem de um cenário, lançando luz sobre o universo dos “operários do rock”. O diretor Paulo Soria assina também os filmes de ficção “100% Lucha: El Amo de los Clones” (2009) e “Nunca Más Asistas a Este Tipo de Fiestas” (2010), ambos codirigidos com Pablo Parés.

 

“Não Tenho Nada” (Argentina, 2013), de Alvaro Cifuentes, traz a energia do rock de garagem do grupo argentino Los Peyotes, surgido no início dos anos 2000. A banda fala fora do palco, e são animalescamente sinceros com seu caráter animal. No palco, ganham vida e são lascivos, guturais, crus. O diretor Cifuentes é realizador do longa-metragem “Noche Sin Fortuna” (2011), exibido nos festivais de Buenos Aires, Havana, Toulouse e no Lakino de Berlim.

 

Um setor da população da costa atlântica colombiana desenvolveu uma alternativa para desfrutar e ao mesmo tempo divulgar a música de sua preferência. Para isso construíram artesanalmente sistemas de som capazes de desencadear uma enorme festa. Essas máquinas de som do Caribe colombiano receberam o nome de picó. Esta parte pouco explorada da história musical colombiana é narrada em “Picó – A Máquina Musical do Caribe” (Colômbia, 2014), de Roberto de Zubiría e Sergio Zaraza, tendo por condutora de uma família de Barranquilla, proprietária do picó “El Jude”.

 

A banda San Pedro El Cortez, uma das bandas mais representativas da cidade de Tijuana, está no centro de “Lixo” (México, 2013), de Carlos Matsuo. Na ativa desde 2006, o grupo durante muito tempo viveu no ostracismo. Agora, depois de uma onda de interesse por artistas da região, eles têm a oportunidade de mostrar por que são a aposta da nova música mexicana.

 

Em “Dominguinhos” (Brasil, 2014), raras e preciosas imagens de arquivo e de encontros musicais marcantes com importantes artistas como Gilberto Gil, Gal Costa, Hermeto Pascoal, Djavan, Nara Leão, Luiz Gonzaga, entre outros, é revelado esse verdadeiro gênio da música brasileira, criador de uma obra profundamente autêntica, universal e contemporânea. O documentário – dirigido por Joaquim Castro, Eduardo Nazarian e Mariana Aydar –, valoriza a experiência sensorial e cinematográfica, numa viagem conduzida pelo próprio Dominguinhos.

 

Carlos Imperial descobriu artistas como Roberto e Erasmo Carlos, Tim Maia, Wilson Simonal e Elis Regina. Compôs clássicos como “Vem Quente que Eu Estou Fervendo” e “Nem Vem que Não Tem”. Cafajeste, mentiroso e mulherengo, criava factoides para promover seus lançamentos e conquistar espaço na mídia. O documentário “Eu Sou Carlos Imperial” (Brasil, 2015), de Renato Terra e Ricardo Calil, mostra sua trajetória, misturando verdades e mentiras, ficção e realidade, depoimentos documentais e encenados, com falas de Roberto e Erasmo Carlos, Tony Tornado, entre outros.

 

Gangrena Gasosa é uma banda carioca emblemática que mistura metal, hardcore e macumba, com direito a figurinos de entidades e despachos reais arremessados contra o público. No longa-metragem “Gangrena Gasosa – Desagradável” (Brasil, 2013) o diretor Fernando Rick revisita a carreira do grupo, que inclui relatos de atropelamento de trem, espancamentos, maldições, turnê na Europa e todo tipo de desventura.

 

No documentário “My Name is Now, Elza Soares” (Brasil, 2014), a cantora aparece em closes, contando histórias, cantando ou até brincando de espalhar o batom em torno de seus lábios. Dirigida por Elizabete Martins Campos, a obra privilegia as imagens e os sons, evitando sequências didáticas que expliquem a trajetória de Elza. Músicas por ela interpretadas incluem “Se Acaso Você Chegasse”, “Volta por Cima” e “A Carne”.

 

Reunindo vestígios filmados e gravados mundo afora ao longo de quatro décadas, em “Paulo Moura – Alma Brasileira” (Brasil, 2012) o diretor Eduardo Escorel propõe um mosaico formado com peças unidas por livre associação para compor um retrato da carreira musical e da personalidade de Paulo Moura (1932-2010). Clarinetista, saxofonista, compositor, arranjador e regente, o músico apresenta 25 canções do seu repertório e narra, em depoimento inédito, sua própria trajetória. Importante montador de filmes de Glauber Rocha, Carlos Diegues e Leon Hirzsman, entre outros, Eduardo Escorel também a direção de “Lição de Amor” (1975), vencedor do prêmio de melhor direção do Festival de Gramado, “Ato de Violência” (1980), vencedor do prêmio de melhor direção do Festival de Brasília, “Vocação do Poder” (2005).

 

Com 39 anos, o Premê é uma banda da vanguarda paulistana. As apresentações são cada vez menos frequentes. O documentário “Premê – Quase Lindo” (Brasil, 2014), de Alexandre Sorriso e Danilo Moraes, mostra imagens raras – muitas delas inéditas até para seus fãs mais devotos –, shows, ensaios e programas de TV. A obra comprova que o grupo manteve sua identidade musical bem-humorada, atualizada com os assuntos do cotidiano nacional, além de compor verdadeiras crônicas sociais urbanas com qualidade técnica e harmônica indiscutível.

 

Mauro Mateus dos Santos ficou conhecido no Brasil através de outro nome: Sabotage. Crescendo em meio à pobreza de São Paulo, encontrou no rap, com singularidade musical, espaço para se expressar e tornou-se referência desse estilo musical. Chamado de “Garrincha” da rima, “Che Guevara” do rap e comparado a artistas como Bob Marley e Chico Science, em pouco mais de dois anos de carreira e um único disco lançado, conseguiu deixar uma marca profunda na história e uma legião de fãs e seguidores. Foi assassinado em 2003, com menos de 30 anos de idade. Esta trajetória é recuperada no longa-metragem “Sabotage: O Maestro do Canão” (2015, 107 min), dirigido por Ivan 13P. Participam do filme a família, amigos e parceiros do rapper. Estão presentes nomes como Mano Brown, Rappin’ Hood, Rodrigo Brandão, Thaíde, Andreas Kisser, BNegão, João Gordo e o ator Ailton Graça.

 

 

 

Mostra Escolas de Cinema Ciba-Cilect

 

A programação do 10º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo apresenta a oitava edição de sua seção competitiva Mostra Escolas de Cinema Ciba-Cilect, com curtas e médias-metragens de graduação das mais importantes instituições do gênero. Ciba é a divisão ibero-americana do Cilect, Centre International de Liaison des Écoles de Cinéma et Télévision, entidade que reúne instituições de ensino superior de audiovisual.

 

O festival recebe ainda nesta edição o encontro anual da Ciba-Cilect e, no Seminário Internacional “Caminhos do Audiovisual Latino-Americano no Século 21”, uma das mesas discute a formação em cinema e audiovisual (ver em atividades paralelas).

Este ano estão presentes 43 curtas-metragens, representando 22 escolas de sete países: Argentina, Brasil, Colômbia, Cuba, Equador, México e Uruguai.

Do Brasil estão incluídos trabalhos da Academia Internacional de Cinema, ECA/USP, FAAP, Senac, PUC-Rio, PUC-RS, Unicamp, Universidade Anhembi-Morumbi, Universidade Federal Fluminense, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal do Maranhão e Universidade Federal do Pará. O grande destaque brasileiro é “Nua por Dentro do Couro”, estrelado por Gilda Nomacce e selecionado para o Festival de Brasília.

Os títulos programados, com respectivas escolas, são os seguintes:

 

“21 A Mulher” (UBA / Argentina), de Andres Sucari (UBA / Argentina) – Maria Julia descobre uma infidelidade de seu marido no mesmo dia do enterro dele. Junto com sua amiga China, descobre que a melhor forma de superar essa amarga situação é ter relações com um homem.

 

“400 Malas” (CCC / México), de Fernanda Valadez – Magdalena parte em uma jornada para encontrar seu filho desaparecido no caminho da fronteira dos Estados Unidos. Acompanhada apenas pela sua vontade e suas memórias, Magdalena adentra um violento território – a rota da imigração no México.

 

“Abismo” (Enerc / Argentina), de Gisela Palaez – Laura encontra Santiago, um ex-namorado da sua juventude. Juntos eles relembram os tempos de universidade e refletem sobre no que as suas vidas se transformaram. Laura terá que escolher entre a redescoberta de um amor antigo e a reafirmação do amor do presente.

 

“A Bordo” (Anhembi-Morumbi / Brasil), de Davi Mello – Lúcia, grávida de seu primeiro filho, está se preparando para ser mãe solteira.

 

“Aniversários” (ECU / Uruguai), de Clara Lezama – Um mesmo homem, muitos aniversários, o mesmo pesadelo.

 

“Ao Morrer La Vie” (CUEC / México), de Alejandro Argüelles – Uma frustrada história de amor entre dois personagens mergulhados em sua solidão: Fernando e a Morte.

 

Armat Jakawinaka – Vidas Ausentes (AIC / Brasil), de Ronald Dimer – Rosa é uma boliviana imigrante em São Paulo, grávida de um desconhecido. Ela decidiu não voltar.

 

“A Vida em Ruínas” (ECYTV / Colômbia), de Maria Paula Jiménez e Cindy Parra – 17 de dezembro de 2010. A chuva deslocou as montanhas; as casas mergulharam sob a lama; Gramalote foi engolida pela terra. As músicas de Natal acabam na procissão de muitas famílias exiladas, como a do Senhor Sabas e Dona Victoria.

 

“Bauness” (Enerc / Argentina), de Santiago Rodriguez – Sexta-feira à noite em Buenos Aires, Ramiro e Julieta voltam para casa depois da festa de um amigo em comum. Eles se tornam mais próximos ao passar mais tempo juntos.

 

“Carina” (CCC / México), de Sandra Reynoso – Carina tem 8 anos e gosta de rock’n’roll. Sua vida muda completamente quando ela acredita descobrir que a sua nova professora é a mesma mulher que ela havia visto na revista erótica de seu pai.

 

“Chefe do Deserto” (CUEC / México), de Alejandro Ramírez Collado – Um homem mora na imensidão do deserto.

 

“Clara e a Lua” (USP / Brasil), de Beatriz Pomar – Numa tentativa de se aproximar do pai, Clara o convence a lhe contar uma história sobre a Lua. Os seres fantásticos da fábula passam a aparecer na vida dela e a ajudam a encontrar um novo final para a história do pai.

 

“Deixe-Me Ir” (Iberoamericana / México), de Giuliana Tommasi – Frida e Adrián vivem o presente com saudades do passado. Enquanto ele mergulha na depressão, Frida enfrenta diferentes cenários que provocam nela emoções contraditórias, levando-a a momentos críticos de indecisão que resultam em atitudes que ela não poderá desfazer.

 

“Depois do Dia” (CUEC / México), de Marusia Estrada Zepeda – Clara, uma jovem solitária que trabalha em um estacionamento, precisa viver de noite fugindo dos raios de sol, porque tem medo deles desde criança. A saudade que Clara sente da luz é tão intensa que a leva a ter um encontro incomum e inesperado com ela.

 

“Deshoras” (Incine / Equador), de Maryoly Ibarra – Uma das duas terá que partir.

 

“Distância” (ECYTV / Colômbia), de Alirio Cruz – Moram juntos em meio ao campo. Ela foi ensinada a satisfazer as necessidades de seu marido. Ele foi ensinado a satisfazer as necessidades de sua casa. Ele não pode viver se ela não está presente…

 

“Dormente” (UBA / Argentina), de Vinko Tomicic – Um jovem boxeador vive entre o ginásio e sua casa. Seu pai, entregue à bebida e às corridas de cavalo, deposita nele suas esperanças de sair da angustiante rotina.

 

“Enfrentar Animais Selvagens” (Ucine / Argentina), de Jerónimo Quevedo – Miss Chile 1985 foi sequestrada por Tarzan, rei da selva e expoente máximo do comando patriótico “Manuel Rodríguez”, contrário a Pinochet.

 

“Entre a Terra” (UBA / Argentina), de Sofía Quiros – Marta morou sempre na mesma casa em total isolamento. Maya, uma jovem viajante, instala-se no terreno ao lado. Quando os limites que as separam se dissolvem, ocorre um ritual inesperado através do qual Marta enfrentará seu medo mais profundo.

 

“Entre Casas” (Senac / Brasil), de Luden Viana – Após ter sua casa invadida, uma família começa a buscar métodos de se proteger de ameaças desconhecidas, que acabam transformando não somente a casa como eles mesmos.

 

“Entre Mimos e Palhaços” (ECU / Uruguai), de Karen Antúnes – Um esbarrão ao acaso irá cruzar os destinos dos protagonistas em uma festa de aniversário infantil.

 

“Estela” (EICTV / Cuba), de Joacenith Vargas – Estela tem 52 anos e vive fechada em si mesma, evitando o contato com os outros. Um pequeno ato de humanidade faz com que ela entre na casa de um vizinho com demência senil. Apesar de tudo, ela não sairá ilesa.

 

“Flerte” (Unicamp / Brasil), de Samuel Mariani – Entediada numa sala de espera, Ana começa a flertar com o recepcionista. Mas o clima de sedução logo é perturbado por uma onda de sangue, vômito – e um chute mortal.

 

“Inmentis” (Ucine / Argentina), de Francisco de la Fuente – Um homem que viaja em uma estrada se vê preso na mesma situação em um posto de gasolina e será vítima de um estranho acidente na estrada repetidas vezes.

 

“Inserir Título Aqui” (Incine / Equador), de Miguel Domínguez – Um casal luta entre a paixão e a dor da separação.

 

“Look” (Unicamp / Brasil), de Rafael Bizzarro – Monã costura sob sua árvore, quando um par de sapatos, amarrado a um paraquedas, passa por ela. Curiosa, a jovem o segue, mas, ao vesti-lo, seu pequeno pote de lembranças desaparece. A jovem é então levada a um mundo novo.

 

“Macapá” (UFMA / Brasil), de Marcos Ponts – Foi em São Luís? Não, em Macapá.

 

“Não Regresse Nunca” (CCC / México), de Leonardo Díaz – Dois amigos do interior decidem começar a trabalhar, sem medir as consequências que vão ter de enfrentar. Eles não podem voltar ao que eram.

 

“Nó” (EICTV / Cuba), de Juliana Gabriela Gómez Castañeda – Juan Rafael Clavel é um homem de idade que mora sozinho nas montanhas. Convive com a lembrança de sua mãe, em companhia de seus animais.

 

“Noite de Sorte” (PUC-RS), de Rodrigo Barrero – Um homem de sorte. Uma mulher morta. Um policial na porta. Algo deu errado. O culpado? Quem se importa? Quando se está a um passo da morte?

 

“Nua por Dentro do Couro” (UFPEL / Brasil), de Lucas Sá – Em um condomínio habitacional residem uma mulher rancorosa e solitária, e uma garota alegre, que após sofrer uma infecção no olho esquerdo, com necessidade de cirurgia, descobre que é portadora do vírus HIV. Para disfarçar as marcas na cirurgia, suas amigas decidem desenhar o formato de um olho para ela usar no rosto. Filme selecionado para os festivais de Brasília, Vitória, Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, Internacional de Curtas-Metragens de Belo Horizonte e Goiânia Mostra Curtas.

 

“O Asfalto” (USP / Brasil), de Pedro Cortese – Celso é um paisagista quieto e introspectivo que passa por um momento difícil com sua namorada. Um dia, na volta do trabalho, ele se depara com uma mulher atropelada.

 

“O Inimigo” (EICYV / Cuba), de Aldemar Matías – Em um centro de fumigação, Mayelín dedica-se a multar os cidadãos que desobedecem às normas sanitárias. Além de combater a dengue, disciplina seus trabalhadores – mas ela precisa aprender como se exerce a autoridade.

 

“O Olho de Macondo” (ECYTV / Colômbia), de Andrés Sandoval – O filme busca a origem da foto perfeita, em uma viagem a Macondo, a terra que viu nascer o fotógrafo Leo Matiz: revelando seus últimos passos, encontrando os testemunhos dos poucos moradores locais que o conheceram em vida e revolvendo as lembranças de sua infância.

 

“Por Falar em Arte e Museu” (UFPA / Brasil), direção coletiva – Adolescentes e pré-adolescentes que integram um grupo de teatro de uma comunidade carente do bairro mais populoso de Belém saem para visitar uma exposição de arte. A história dessa visita cheia de descobertas acaba tendo muito o que nos dizer sobre arte e museu.

 

“Retratos da Histórica Vila Maria Zélia” (FAAP / Brasil), de Patrícia Helena dos Santos – Os vestígios do passado e do presente nos registros cotidianos da Vila Maria Zélia, pioneira vila operária da cidade de São Paulo.

 

“Roqueiro Reyes” (Ucine / Argentina), de Romina Cohn – “Roqueiro” Reyes, um ex-lutador de luta livre, é um homem forte, orgulhoso e nostálgico. O passado de glória como estrela das lutas continua presente em sua memória e a todo momento. Roqueiro Reyes deverá enfrentar sua realidade.

 

“Serra do Caxambu” (Puc-Rio / Brasil), de Márcio Brito Neto – A interação entre os jongueiros do quilombo São José da Serra e o Grupo Cultural Jongo da Serrinha é focalizada ao lado da relação social dos quilombolas com a dança, através dos depoimentos de jongueiros, descendentes diretos de negros escravizados.

 

“Traviata” (Enerc / Argentina), de Merecedes Arturo – Era uma vez, um pequeno teatro preparando a estreia de La Traviata. Mas para Brigid, a primeira soprano, tudo está dando errado. Ela não imagina que essa vai ser uma noite muito especial.

 

“Três Coelhos” (Iberoamericana / México), de Alvaro Díaz e Jaime Marquez – Ao se ver diante do assassino de seu tio, Julián enfrenta a decisão mais difícil de sua vida: perdoar a pessoa que destruiu sua vida ou vingar-se e assim fazer-lhe o mesmo mal que marcou uma criança inocente.

 

“Trevas” (UFF / Brasil), de Will Domingos – Dois visitantes chegam a uma cidade do interior. Juntos no mesmo lugar, alguns mergulhos solitários.

 

“Uma Bolha no Pé Esquerdo” (Unicamp / Brasil), de Rodrigo Faustini – A três dias da qualificação de seu mestrado, uma formação grotesca no pé de Nina rouba-lhe toda a concentração. O problema logo ganha novas proporções para a cosmóloga, enquanto certos mistérios acerca da natureza do universo ressurgem.

 

“Unbreakable Signs” (Puc-Rio), de Victor Clin – Chris pretende deixar A Vila onde vive, consciente de que terá que enfrentar aqueles-sobre-os-quais-não-falamos para fazer isso.

 

 

 

 

 

 

 

DocTV Latinoamérica

 

Criada há dez anos, a série documental pioneira DocTV Latinoamérica é exibida simultaneamente nos países participantes e tem sua quarta temporada na programação no festival. São 16 episódios com destaque para o brasileiro “Guataha”, a história da dispersão dos índios Avá-Guarani que viviam na margem do rio Paraná até os anos 1980 a partir de duas aldeias contíguas e divididas pela fronteira entre o Brasil e o Paraguai. A diretora Clarissa Knoll teve seu primeiro filme, o curta-metragem “Cine Camelô” (2011), exibido no Festival do Rio, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no New Directors New Films de Nova York.

 

Os demais episódios são os seguintes:

 

“A Ilha e os Signos” (Cuba), de Raydel Araoz – A vida e obra de Samuel Feijóo retratadas através de sua revista Signos e da cultura popular da região central de Cuba. Passando por suas festas, pinturas e refletindo sobre a vida do camponês, o documentário busca o Samuel mítico que ainda sobrevive na região.

 

“A Nação Interior” (México), de Bulmaro Osorini Morales – Um ensaio confessional no qual a história social, a nação mexicana, o território existencial e o corpo constituem a espinha dorsal do trabalho do pintor Daniel Lezama. O diretor Morales teve seu primeiro longa, “La Mosca” (2011), selecionado para os festivais de Guadalajara e Hot Docs (Canadá).

 

“Caddies” (Uruguai), de Pablo Accuosto – Três irmãos caddies – carregadores de tacos de golfe – em um clube exclusivo têm suas vidas profundamente modificadas por uma demanda trabalhista.

 

“Conquistando o Forte” (Venezuela), de Charles Martinez – Moisés (13), Mariano (11), Michelle (12) e Antony (12) ganham a vida contando a história do povoado de San Grieco aos turistas que visitam o Forte de la Galera na Isla Margarita. Sua inocência contrasta com seu cotidiano violento.

 

“Fora de Campo” (Paraguai), de Hugo Gabriel Gimenez Cárcerez – Um retorno a Ciudad de Curuguaty, palco de um massacre em 2012. Uma viagem entre as imagens na tentativa de completá-las onde a dor e a ausência ainda pesam.

 

“Harmonia” (Porto Rico), de Gabriel Coss Ríos – Aibonito, um povoado com sua Escola de Música em ruínas, encontra a inspiração para resgatá-la com a visita do reconhecido saxofonista Miguel Zenón.

 

“Herói Transparente” (Panamá), de Orgun Wagua – Uma radiografia da memória histórica do Panamá através da luta e vida do chefe indígena Victoriano Lorenzo.

 

“Miskitu” (Nicarágua), de Rebeca ArciaAtravés de três personagens, vemos a história do povo Miskitu, que luta para conservar sua identidade, mesmo após ser obrigado a migrar de sua comunidade natal.

 

“O Segredo da Luz” (Equador), de Rafael Barriga – Uma retrospectiva da vida do explorador, cineasta, fotógrafo e escritor sueco Rolf Blomberg, que escolheu o Equador como seu objeto de estudo. O diretor Rafael Barriga é também conhecido exibidor, crítico e distribuidor de cinema, tendo criado em seu país as salas Multicines, dedicadas ao cinema alternativo.

 

“Os Maes da Esquina” (Costa Rica), de Juan Manuel Fernández – Na comunidade periférica de La Carpio, na capital San José, uma esquina se tornou o ponto de encontro dos jovens Larry, Hector, Douglas “El Transformer”, José e muitos outros. O lugar é sua última oportunidade, uma última via, não de escape, mas de união e salvação. O diretor Fernández realizou a ficção “Tercer Mundo” (2009), melhor longa no Festival Ícaro, e o documentário “Los Hermanos Vargas” (2012), que recebeu o prêmio do público no Festival de Cine Paz con la Tierra e o prêmio Ópera Prima no Festival de Cinema de Margarita.

 

“Os Olhos da América” (Argentina), de Daiana Rosenfeld e Aníbal Garisto – América Scarfó protagonizou a história de amor mais apaixonante da Argentina, junto com Severino di Giovanni, e, depois de seu amado ter sido fuzilado pela primeira ditadura militar, refugiou-se no anonimato.

 

“Quinuera” (Bolívia), de Ariel Soto – Após vinte anos vivendo na cidade, Ireneo Bautista retorna para a sua comunidade natal a fim de se dedicar ao cultivo de quinoa, produto cujo “boom” econômico modificou profundamente a realidade local.

 

“Rumo a La Hoyada” (Peru), de Andrés Cotler – Trinta anos após o regime militar, as mães da Associação de Familiares Sequestrados, Detidos e Desaparecidos do Peru buscam o resgate da memória de seus filhos em uma luta incessante por justiça frente à indiferença do Estado.

 

“Travessia” (Colômbia), de Alexander González Tascón – Robinson e sua família enfrentam o desafio de extrair madeira na selva equatorial. Para isso, devem superar os obstáculos e contratempos que a natureza impõe em seu caminho, evitar as burocracias legais da exploração artesanal e, finalmente, pôr à prova todos os conhecimentos adquiridos desde crianças para navegar o rio Anchicayá.

 

“Vôo de Azacuán” (Guatemala), de Rafael González – O encontro metafórico de duas espécies: os pássaros Azacuán e humanos. Enquanto uns migram rumo ao sul, outros vão para o norte, na viagem de suas vidas. O diretor González recebeu prêmios no Festival Ícaro Guatemala por “Tras Tus Huellas” (2008) e produziu “La Camioneta” (2011), de Mark Kendall, premiado no Festival Sundance.

 

 

 

  • Atividades Paralelas

 

Entre as atividades paralelas do 10º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo destaca-se o Seminário Internacional “Caminhos do Audiovisual Latino-Americano no Século 21”, que acontece nos dias 3, 4 e 5 de agosto no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc. Voltado a refletir aspectos específicos atuais da cinematografia da região, a iniciativa reúne especialistas e profissionais do mercado, do Brasil e de outros países, para discutir as possibilidades e as experiências com as novas plataformas digitais de circulação de produtos audiovisuais, os mecanismos e os resultados da coprodução internacional, os cursos superiores de cinema e TV e as novas dramaturgias, temáticas e estéticas da produção dos últimos 15 anos. As inscrições podem ser feitas através do endereço centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br e em todas as unidades do Sesc. O valor por cada uma das cinco mesas é de 15 reais (inteira), 7,50 reais (terceira idade, estudantes, idosos e deficientes) e 4,50 reais (trabalhadores do comércio com credencial do Sesc).

 

A programação do Seminário Internacional “Caminhos do Audiovisual Latino-Americano no Século 21” é a seguinte:

3/08 (segunda-feira), das 10h00 às 13h00

A Produção Audiovisual Latino-Americana na era Digital e Conectada. Possibilidades e Tendências.

Ariel Barlaro (Argentina) / Fernando Lauterjung (Brasil) / Pedro Butcher (Brasil)

 

3/08 (segunda-feira), das 15h00 às 18h00

Escolas de Cinema e Audiovisual no Contexto Social, cultural e Profissional

José Ramon Mikelajauregui (México) / Juan Guillermo Buenaventura Amezquita (Colômbia) / Mario Santos (Argentina)

 

4/08 (terça-feira), das 10h00 às 13h00

A Web e o Audiovisual Latino-Americano. Produção e Distribuição na Rede.

Luana Lobo (Brasil) / Luciana Mas (Argentina) / Ramiro Medina (México)

 

4/08 (terça-feira), das 15h00 às 18h00

Novas Modalidades Temáticas, Dramatúrgicas e Estéticas

José Carlos Avellar (Brasil) / Orlando Mora (Colômbia) / Sílvia Schwarzböck (Argentina)

 

5/08 (quarta-feira), das 10h00 às 13h00

Coprodução Internacional

Angelica Lares (México) / Sérgio Gandara (Chile) / Vania Catani (Brasil)

Encontro Ciba-Cilect

O evento sedia também o encontro anual da Ciba-Cilect, entidade que agrega escolas superiores de audiovisual ibero-americanas. A reunião é aberta ao público e está agendada para o dia 2 de agosto, domingo, às 10h00, na Biblioteca Latino-Americana do Memorial da América Latina.

 

No Encontro Ciba-Cilect estão representantes de 15 escolas de cinema, de sete diferentes países: Argentina (UBA – Universidad de Buenos Aires, Ucine – Universidad del Cine e Enerc – Escuela Nacional de Experimentación y Realización Cinematográfica), Brasil (ECA/USP – Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, PUC-Rio – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e Unicamp – Universidade Estadual de Campinas), Colômbia (ECYTV – Universidad Nacional de Colombia), Cuba (EICTV – Escuela Internacional de Cine y TV), Equador (Iincine – Instituto Superior Tecnológico de Cine y Actuación), México (CCC – Centro de Capacitación Cinematografica, UIA – Universidad Iberoamericana, UDG – Universidad de Guadalajara e CUEC – Universidad Nacional Autónoma de México) e Uruguai (ECU – Escuela de Cine de Uruguay).

 

Mesa Homenagem

A homenagem ao cineasta pernambucano Lírio Ferreira, além da exibição de seus longas e curtas-metragens, tem programada uma mesa com o realizador. Agendada para o dia 30 de julho (quinta–feira), às 20h30, na Biblioteca Latino–Americana do Memorial da América Latina, com entrada franca, a Mesa Homenagem conta ainda com a participação dos diretores Paulo Caldas, Kiko Goifman e Hilton Lacerda.

 

Cinema da Vela

Tradicional projeto do CineSesc, o Cinema da Vela tem edição especial durante o 10º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, na terça-feira, 4/08, às 19h30, com entrada franca. As convidadas são a realizadora chilena Dominga Sotomayor, que exibe no evento seu segundo longa, “Mar”, e a paulista Tata Amaral, cujo novo filme, “Trago Comigo”, tem pré-estreia mundial no festival. A mediação é do jornalista e cineasta Ricardo Calil.

 

Debate “Ato, Atalho e Vento”

Filme de abertura do festival este ano, “Ato, Atalho e Vento”, de Marcelo Masagão, ganha sessão gratuira seguida de debate no dia 3/08, segunda-feira, às 20h00, no Reserva Cultural. A mesa do Debate “Ato, Atalho e Vento” é composta pela psicanalista e jornalista Maria Rita Kehl e pelo crítico, cineasta e, mais recentemente, ator Jean-Claude Bernardet. A mediação é do cineasta Marcelo Machado.

 

Cine Direitos Humanos

Projeto gratuito desenvolvido desde setembro de 2013 pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo e pelo Grupo Espaço de Cinema, o Cine Direitos Humanos mantem sessões semanais, aos sábados, às 11h00, no Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca.

 

A programação do dia 1º de agosto é composta por dois títulos do festival: “Os Maes da Esquina” (Costa Rica), de Juan Manuel Fernández, sobre o ponto de encontro de três jovens da periferia da cidade de San José, e “Rumo a La Hoyada” (Peru), de Andrés Cotler, sobre a atuação de uma associação de familiares sequestrados, detidos e desaparecidos do Peru.

 

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10º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo

 

30 de julho a 5 de agosto de 2015

 

abertura: 29 de julho de 2015, quarta-feira, às 20h30, no Memorial da América Latina / Tenda Petrobras para o Cinema Latino-Americano

 

locais

Memorial da América Latina / Tenda Petrobras para o Cinema Latino-Americano, Biblioteca Latino-Americana e Galeria Marta Traba – Av. Auro Soares de Moura Andrade 664, portões 2 e 5, Barra Funda, tel (11) 2769.8098

Cinesesc – Rua Augusta 2075, Cerqueira César, tel (11) 3087.0500

Cine Olido – Av. São João 473, Centro, tel (11) 3331.8399

Centro Cultural São Paulo / Sala Lima Barreto e Sala Paulo Emílio – Rua Vergueiro 1000, Paraíso, tel (11) 3397.4002

Cinemateca Brasileira / Sala BNDES – Largo Senador Raul Cardoso 207, Vila Clementino, tel (11) 3512.6111

Cinusp Paulo Emílio – Rua do Anfiteatro 181 (Colmeias, Favo 4), Cidade Universitária, tel (11) 3091.3540

Cinusp Maria Antônia – Rua Maria Antônia 294, Vila Buarque, tel (11) 3123.5200

Reserva Cultural – Av. Paulista 900, Bela Vista, tel (11) 3287.3529

Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca – Rua Frei Caneca 569, Consolação, tel (11) 3472.2365

entrada franca

 

Centro de Formação e Pesquisa – Sesc – Rua Dr Plínio Barreto 285, Bela Vista, tel (11) 3254.5618

inscrições para o seminário internacional: R$ 15,00, R$ 7,50 e R$ 3,50)
iniciativa: Ministério da Cultura / Lei Federal de Incentivo à Cultura

 

realização: Memorial da América Latina, Secretaria de Estado da Cultura e Associação do Audiovisual

 

patrocínio: Petrobras e Sabesp – Companhia de Saneamento Básico de São Paulo

 

correalização: Secretaria Municipal de Cultura, Spcine e Sesc São Paulo

 

apoio cultural: Prodesp – Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo e Cinusp

 

 

Programação:

Centro Cultural São Paulo – Sala Lima Barreto

30 de Julho (quinta-feira)

19h30 – Pescado Rabioso – Uma Utopia Incurável – Lidia Milani
(Argentina, 2012, 55, Projeção Digital, 12 anos)

31 de Julho (sexta-feira)

19h30 – Ragazzi – Raúl Perrone
(Argentina, 2014, 83, Projeção Digital, 16 anos)

02 de Agosto (domingo)

19h30 – Lixo – Carlos Matsuo
(México, 2013, 64, Projeção Digital, 12 anos)

05 de Agosto (quarta-feira)

19h30 – That’s a Lero Lero – Amin Stepple, Lírio Ferreira (Brasil, 1995, 16, 16mm, 12 anos)
+
Cartola – Música para os Olhos – Lírio Ferreira e Hilton Lacerda (Brasil, 2007, 85, DVD, 12 anos)

 

Centro Cultural São Paulo – Sala Paulo Emílio

01 de Agosto (sábado)

19h30 – Sozinhos – Joanna Lombardi (Peru, 2015, 92, Projeção Digital, 12 anos)

04 de Agosto (terça-feira)

19h30 – Baile Perfumado – Paulo Caldas e Lírio Ferreira (Brasil, 1997, 93, Projeção Digital, 16 anos)

 

Cine Olido

30 de Julho (quinta-feira)

15h – Rumo a La Hoyada – Andrés Cotler (Peru, 2014, 52, DVD, 12 anos)
17h – Cartola – Música para os Olhos – Lírio Ferreira e Hilton Lacerda (Brasil, 2007, 85, DVD, 12 anos)

19h – Escolas de Cinema – Programa 5 – Vários (Vários, 2014/15, 97, Projeção Digital, 14 anos)

31 de Julho (sexta-feira)

15h – Herói Transparente – Orgun Wagua (Panamá, 2014, 52, DVD, 12 anos)
17h – Blues dos Plomos – Paulo Soria e Gabriel Patrono (Argentina, 2013, 83, Projeção Digital, 12 anos)

19h – Premê – Quase Lindo – Alexandre Sorriso e Danilo Moraes (Brasil, 2014, 70, Projeção Digital, 12 anos)

01 de Agosto (sábado)

15h – Gangrena Gasosa – Desagradável – Fernando Rick (Brasil, 2013, 120, Projeção Digital, 16 anos)

17h – Sabotage: Maestro do Canão – Ivan 13P (Brasil, 2015, 110, Projeção Digital, 14 anos)

19h – Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia – Hector Babenco (Brasil, 1977, 118, 35mm, 18 anos)

02 de Agosto (domingo)

15h – Dominguinhos – Joaquim Castro, Eduardo Nazarian, Mariana Aydar (Brasil, 2014, 86, Projeção Digital, 12 anos)
17h – Carandiru – Hector Babenco (Brasil, 2003, 145, 35mm, 16 anos)

04 de Agosto (terça-feira)

15h – Os Maes da Esquina – Juan Manuel Fernández (Costa Rica, 2014, 52, DVD, 12 anos)
17h – Escolas de Cinema – Programa 2 – Vários (Vários, 2014/15, 92, Projeção Digital, 14 Anos)

19h – Pixote, a Lei do Mais Fraco – Hector Babenco (Brasil, 1980, 128, 35mm, 18 anos)

05 de Agosto (quarta-feira)

15h – Caddies – Pablo Accuosto (Uruguai, 2014, 52, DVD, 12 anos)

17h – Escolas de Cinema – Programa 6 – Vários (Vários, 2014/15, 92, Projeção Digital, 14 Anos)

Cinemateca Brasileira

30 de Julho (quinta-feira)

19h – A Ilha e os Signos – Raydel Araoz (Cuba, 2014, 52, DVD, 12 anos)

+

Travessia – Alexander González Tascón (Colômbia, 2014, 52, DVD, 12 anos)

21h – Carandiru – Hector Babenco (Brasil, 2003, 145, 35mm, 16 anos)

31 de Julho (sexta-feira)

19h – Pixote, a Lei do Mais Fraco – Hector Babenco (Brasil, 1980, 128, 35mm, 18 anos)

21h – Caddies – Pablo Accuosto (Uruguai, 2014, 52, DVD, 12 anos)

+

Conquistando o Forte – Charles Martinez (Venezuela, 2014, 52, DVD, 12 anos)

01 de Agosto (sábado)

19h – Escolas de Cinema – Programa 1 – Vários (Vários, 2014/15, 94, Projeção Digital, 14 Anos)

21h – Escolas de Cinema – Programa 7 – Vários (Vários, 2014/15, 84, Projeção Digital, 14 Anos)

02 de Agosto (domingo)

19h – Paulo Moura – Alma Brasileira – Eduardo Escorel (Brasil, 2012, 86, Projeção Digital, 12 anos)
21h – Coração Iluminado – Hector Babenco (Argentina, Brasil, França, 1998, 130, 35mm, 18 anos)

CineSesc

30 de Julho (quinta-feira)

14h30 – Blues dos Plomos – Paulo Soria e Gabriel Patrono (Argentina, 2013, 83, Projeção Digital, 12 anos)

17h – Ragazzi – Raúl Perrone (Argentina, 2014, 83, Projeção Digital, 16 anos)
19h20 – A Misteriosa Morte de Pérola – Guto Parente (Brasil, França, 2014, 62, Projeção Digital, 12 anos)
21h30 – Sermão dos Peixes – Cristiano Burlan (Brasil, 2014, 80, Projeção Digital, 12 anos)

31 de Julho (sexta-feira)

14h30 – Lixo – Carlos Matsuo (México, 2013, 64, Projeção Digital, 12 anos)

17h – Baile Perfumado – Paulo Caldas e Lírio Ferreira (Brasil, 1997, 93, Projeção Digital, 16 anos)

19h20 – Videofilia (e Outras Síndromes Virais) – Juan Daniel F. Molero (Peru, 2015, 102, Projeção Digital, 14 anos)

21h30 – Sozinhos – Joanna Lombardi (Peru, 2015, 92, Projeção Digital, 12 anos)

01 de Agosto (sábado)

14h30 – My Name Is Now, Elza Soares – Elizabete Martins Campos (Brasil, 2014, 71, Projeção Digital, 14 anos)

17h – O Crime da Imagem – Lírio Ferreira (Brasil, 1992, 13, 35mm, 12 anos)

+

O Homem que Engarrafava Nuvens – Lírio Ferreira (Brasil, 2009, 100, 35mm, 12 anos)

19h20 – Morte em Buenos Aires – Natalia Meta (Argentina, 2014, 90, Projeção Digital, 14 anos)

21h30 – O Ardor – Pablo Fendrik (Argentina, Brasil, França, México, Estados Unidos, 2014, 90, Projeção Digital, 12 anos)

02 de Agosto (domingo)

14h30 – Árido Movie – Lírio Ferreira (Brasil, 2005, 115, Projeção Digital, 16 anos)

17h – Escolas de Cinema – Programa 4 – Vários (Vários, 2014/15, 97, Projeção Digital, 14 Anos)

19h20 – A Vida Depois – David Pablos (México, 2013, 90, Projeção Digital, 14 anos)

21h30 – Através – André Michiles, Diogo Martins e Fábio Bardella (Brasil, 2015, 104, Projeção Digital, 16 Anos)

03 de Agosto (segunda-feira)

14h30 – Não Tenho Nada – Alvaro Cifuentes (Argentina, 2013, 77, Projeção Digital, 14 anos)
17h – O Beijo da Mulher Aranha – Hector Babenco (Brasil, Estados Unidos, 1985, 120, 35mm, 16 anos)

19h20 – Mar – Dominga Sotomayor (Chile, Argentina, 2014, 60, Projeção Digital, 12 Anos)

21h30 – As Insoladas – Gustavo Taretto (Argentina, 2014, 102, Projeção Digital, 12 anos)

04 de Agosto (terça-feira)

14h30 – Pescado Rabioso – Uma Utopia Incurável – Lidia Milani (Argentina, 2012, 55, Projeção Digital, 12 anos)

17h – Pantanal – Andrew Sala (Argentina, 2014, 72, Projeção Digital, 16 anos)

19h20 – Natureza Morta – Gabriel Grieco (Argentina, 2014, 90, Projeção Digital, 16 anos)

21h30 – Viva a Música – Carlos Moreno (Colômbia, México, 2015, 101, Projeção Digital, 16 anos)

05 de Agosto (quarta-feira)

14h30 – Sabotage: Maestro do Canão – Ivan 13P (Brasil, 2015, 110, Projeção Digital, 14 anos)

17h – Picó, a Máquina Musical do Caribe – Roberto de Zubiría e Sergio Zaraza (Colômbia, 2014, 57, Projeção Digital, 12 anos)

19h20 – Sangue Azul – Lírio Ferreira (Brasil, 2014, 114, Projeção Digital, 16 anos)

21h30 – O Passado – Hector Babenco (Brasil, Argentina, 2007, 114, 35mm, 16 anos)

 

 

Memorial da América Latina – tenda PETROBRAS para o cinema latino-americano

30 de Julho (quinta-feira)

19h – Assombrações do Recife Velho – Lírio Ferreira (Brasil, 2001, 8, DVD, 12 anos)

+

Duoelo – Lírio Ferreira, Paulo Caldas (Brasil, 1992, 16, DVD, 12 anos)
+

O Elástico – Lírio Ferreira, Paulo Caldas (Brasil, 1992, 11, DVD, 12 anos)
+
O Poeta Americano – Lírio Ferreira (Brasil, 2015, 11, Projeção Digital, 12 anos)
+
4 Kordel
– Lírio Ferreira (Brasil, 2014, 13, Projeção Digital, 12 anos)
+
A Espiritualidade e a Sinuca – Lírio Ferreira (Brasil, 2011, 25, Projeção Digital, 12 anos)

21h – Gangrena Gasosa – Desagradável – Fernando Rick (Brasil, 2013, 120, Projeção Digital, 16 anos)

31 de Julho (sexta-feira)

19h – O Segredo da Luz – Rafael Barriga (Equador, 2014, 52, DVD, 12 anos)

+

Voo do Azacuán – Rafael de Jesús Quinteros (Guatemala, 2014, 52, DVD, 12 anos)
21h – Trago Comigo – Tata Amaral (Brasil, 2015, 87, Projeção Digital, 14 anos)

01 de Agosto (sábado)

17h – As Fábulas Negras – Rodrigo Aragão, Joel Caetano, Petter Baiestorf e José Mojica Marins (Brasil, 2015, 105, Projeção Digital, 16 anos)

19h – Meia Hora e as Manchetes que Viram Manchete – Angelo Defanti (Brasil, 2015, 80, Projeção Digital, 14 anos)

21h – Condado Macabro – Marcos DeBrito e André de Campos Mello (Brasil, 2015, 115, Projeção Digital, 16 anos)

02 de Agosto (domingo)

17h – Eu Sou Carlos Imperial – Renato Terra e Ricardo Calil (Brasil, 2015, 90, Projeção Digital, 18 anos)

19h – Trago Seu Amor – Dellani Lima (Brasil, 2015, 71, Projeção Digital, 16 anos)

21h – Escolas de Cinema – Programa 3 – Vários (Vários, 2014/15, 97, Projeção Digital, 14 Anos)

03 de Agosto (segunda-feira)

19h – Os Olhos da América – Daiana Rosenfeld e Aníbal Garisto (Argentina, 2014, 52, DVD, 12 anos)
+

A Nação Interior – Bulmaro Osorini Morales (México, 2014, 52, DVD, 12 anos)

21h – Videofilia (e Outras Síndromes Virais) – Juan Daniel F. Molero (Peru, 2015, 102, Projeção Digital, 14 anos)

04 de Agosto (terça-feira)

19h – Não Tenho Nada – Alvaro Cifuentes (Argentina, 2013, 77, Projeção Digital, 14 anos)

21h – Guataha – Clarissa Knoll (Brasil, 2014, 52, Projeção Digital, 12 anos)

05 de Agosto (quarta-feira)

20h30 – ENCERRAMENTO

                Não Estávamos Ali para Fazer Amigos – Miguel de Almeida e Luiz R Cabral (Brasil, 2015, 70, Projeção Digital, 12 anos)


CINUSP – Maria Antônia

31 de Julho (sexta-feira)
20h – Fora de Campo – Hugo Gabriel Gimenez Cárcerez (Paraguai, 2014, 52, DVD, 12 anos)

01 de Agosto (sábado)
18h – Quinuera – Ariel Soto (Bolívia, 2014, 52, DVD, 12 anos)
20h – Harmonia – Gabriel Coss Ríos (Porto Rico, 2014, 52, DVD, 12 anos)

02 de Agosto (domingo)
18h – Conquistando o Forte – Charles Martinez (Venezuela, 2014, 52, DVD, 12 anos)
20h – Miskitu – Rebeca Arcia (Nicarágua, 2014, 52, DVD, 12 anos)

 

CINUSP – Cidade Universitária

03 de Agosto (segunda-feira)
16h – Assombrações do Recife Velho – Lírio Ferreira (Brasil, 2001, 8, DVD, 12 anos)

+

Duoelo – Lírio Ferreira (Brasil, 1992, 16, DVD, 12 anos)
+

O Elástico – Lírio Ferreira (Brasil, 1992, 11, DVD, 12 anos)
+
O Poeta Americano – Lírio Ferreira (Brasil, 2015, 11, Projeção Digital, 12 anos)
+
4 Kordel
– Lírio Ferreira (Brasil, 2014, 13, Projeção Digital, 12 anos)
+
A Espiritualidade e a Sinuca – Lírio Ferreira (Brasil, 2011, 25, Projeção Digital, 12 anos)

19h – Escolas de Cinema – Programa 4 – Vários (Vários, 2014/15, 97, Projeção Digital, 14 Anos)

04 de Agosto (terça-feira)
16h – A Vida Depois – David Pablos (México, 2013, 90, Projeção Digital, 14 anos)
19h – Mar – Dominga Sotomayor (Chile, Argentina, 2014, 60, Projeção Digital, 12 anos)

05 de Agosto (quarta-feira)
16h – Através – André Michiles, Diogo Martins e Fábio Bardella (Brasil, 2015, 104, Projeção Digital, 16 Anos)
19h – Os Olhos da América – Daiana Rosenfeld e Aníbal Garisto (Argentina, 2014, 52, DVD, 12 anos)
+

A Nação Interior – Bulmaro Osorini Morales (México, 2014, 52, DVD, 12 anos)

06 de Agosto (quinta-feira)
16h – Condado Macabro – Marcos DeBrito e André de Campos Mello (Brasil, 2015, 115, Projeção Digital, 16 anos)
19h – Não Estávamos Ali Para Fazer Amigos – Miguel de Almeida e Luiz R Cabral (Brasil, 2015, 70, Projeção Digital, 12 anos)

07 de Agosto (sexta-feira)
16h – Trago Seu Amor – Dellani Lima (Brasil, 2015, 71, Projeção Digital, 16 anos)
19h – Sermão dos Peixes – Cristiano Burlan (Brasil, 2014, 80, Projeção Digital, 12 anos)

ESPAÇO ITAU DE CINEMA – FREI CANECA

01 de Agosto
11h – Os Maes da Esquina – Juan Manuel Fernández (Costa Rica, 2014, 52, DVD, 12 anos)
+
Rumo a La Hoyada – Andrés Cotler (Peru, 2014, 52, DVD, 12 anos)

RESERVA CULTURAL
03 de Agosto
20h – Ato, Atalho e Vento – Marcelo Masagão (Brasil, 2015, 70, Projeção Digital, 12 anos)

 

ATIVIDADES PARALELAS

 

Seminário Internacional “Caminhos do Audiovisual Latino-Americano no Século 21” – A Produção Audiovisual Latino-Americana na Era Digital e Conectada. Possibilidades e Tendências

03 de Agosto (segunda-feira), 10h00 – SESC – Centro de Pesquisa e Formação

Ariel Barlaro (Argentina) – Vice-presidente da Dataxis

Fernando Lauterjung (Brasil) – Editor da Tela Viva News
Pedro Butcher (Brasil) – Jornalista e crítico de cinema

Seminário Internacional “Caminhos do Audiovisual Latino-Americano no Século 21” – As Escolas de Cinema e Audiovisual no Contexto Social, Cultural e Profissional Latino-Americano

03 de Agosto (segunda-feira), 15h00 – SESC – Centro de Pesquisa e Formação

José Ramón Mikelajauregui (México) – Diretor DIS – Escola de Cinema da Universidade de Guadalajara

Juan Guillermo Buenaventura Amezquita (Colômbia) – Coordenador da Escola e Cinema e Televisão da Faculdade de Artes da Universidade Nacional da Colômbia
Mario Santos (Argentina) – Vice-reitor da Universidade do Cinema – Buenos Aires

 

Seminário Internacional “Caminhos do Audiovisual Latino-Americano no Século 21” – A Web e o Audiovisual Latino-Americano. Produção e Distribuição na Rede

04 de Agosto (terça-feira), 10h00 – SESC – Centro de Pesquisa e Formação

Luana Lobo (Brasil) – Diretora de distribuição híbrida da Maria Farinha Filmes
Luciana Mas (Argentina) – Responsável por marketing e comunicação na FAV! Network
Ramiro Medina (México) – Diretor da MonsterFlyStudios

Seminário Internacional “Caminhos do Audiovisual Latino-Americano no Século 21” – Modalidades Temáticas, Dramatúrgicas e Estéticas

04 de Agosto (terça-feira), 15h00 – SESC – Centro de Pesquisa e Formação

José Carlos Avellar (Brasil) – Ensaísta e critico de cinema
Orlando Mora (Colômbia) – Critico de cinema do jornal El Colombiano
Silvia Schwarzböck (Argentina) – Professora de Filosofia na Universidade de Buenos Aires

Seminário Internacional “Caminhos do Audiovisual Latino-Americano no Século 21” – Coprodução Internacional

05 de Agosto (quarta-feira), 10h00 – SESC – Centro de Pesquisa e Formação

Angélica Lares (México) – Coordenadora do Encontro de Coprodução e Guadalajara Construye no Festival Internacional de Cinema de Guadalajara

Sergio Gándara (Chile) – Presidente da fundação CinemaChile e APCT (Associação de Produtores de Cinema e TV do Chile)
Vania Catani (Brasil) – Produtora

Encontro CIBA-CILECT
02 de Agosto (domingo), 10h00 – Memorial da América Latina – Biblioteca Latino-Americana

 

Mesa Homenagem Lírio Ferreira

30 de Julho (quinta-feira), 20h30 – Memorial da América Latina – Biblioteca Latino-Americana

Lírio Ferreira (Brasil) – Diretor
Paulo Caldas (Brasil) – Diretor
Kiko Goifman (Brasil) – Diretor

Cinema da Vela

04 de Agosto (terça-feira), 19h30 – CineSesc

Dominga Sotomayor (Chile) – Diretora

Tata Amaral (Brasil) – Diretora

Mediação: Ricardo Calil (Brasil) – Diretor

Debate Ato, Atalho e Vento

03 de Agosto (segunda-feira), 20h – Reserva Cultural

Maria Rita Kehl (Brasil) – Psicanalista e jornalista
Jean-Claude Bernardet (Brasil) – Crítico de cinema e cineasta
Mediação: Marcelo Machado (Brasil) – Diretor

 

PROGRAMA ESCOLAS

Programa 1 (Projeção Digital)

O Asfalto – Pedro Cortese (USP, Brasil, 2014, 14’)

O Inimigo – Aldemar Matías (EICTV, Cuba, 2014, 26’)

Flerte – Samuel Mariani (UNICAMP, Brasil, 2014, 3’)

A Bordo – Davi Mello (Anhembi-Morumbi, Brasil, 2015, 22’)

Armat Jakawinaka – Vidas Ausentes – Ronaldo Dimer (AIC, Brasil, 2014, 18’)
Carina – Sandra Reynoso (CCC, México, 2014, 11’)

Programa 2 (Projeção Digital)

Ao Morrer La Vie – Alejandro Argüelles (CUEC, México, 2015, 20’)

Distância – Alirio Cruz (ECYTV, Colômbia, 2014, 18’)

Look – Rafael Bizzarro (UNICAMP, Brasil, 2014, 11’)

Noite de Sorte – Rodrigo Barrero (PUC-RS, Brasil, 2014, 7’)

Uma Bolha no Pé Esquerdo de Nina – Rodrigo Faustini (UNICAMP, Brasil, 2015, 20’)

Abismo – Gisela Pelaez (ENERC, Argentina, 2014, 16’)

Programa 3 (Projeção Digital)

Nó – Juliana Gabriela Gómez Castañeda (EICTV, Cuba, 2014, 10’)

Macapá – Marcos Ponts (UFMA, Brasil, 2015, 8’)

Chefe do Deserto – Alejandro Ramírez Collado (CUEC, México, 2015, 10’)

Roqueiro Reyes – Romina Cohn (UCINE, Argentina, 2014, 26’)

Traviata – Mercedes Arturo (ENERC, Argentina, 2014, 12’)
Três Coelhos – Alvaro Díaz, Jaime Marquez (IBEROAMERICANA, México, 2015, 17’)
Unbreakable Signs – Victor Clin (PUC-Rio, Brasil, 2014, 14’)

Programa 4 (Projeção Digital)

Retratos da Histórica Vila Maria Zélia – Patricia Helena dos Santos (FAAP, Brasil, 2014, 16’)

Dormente – Vinko Tomicic (UBA, Argentina, 2014, 16’)

Clara e a Lua – Beatriz Pomar (USP, Brasil, 2014, 18’)

Entre Casas – Luden Viana (SENAC, Brasil, 2015, 25’)

400 Malas – Fernanda Valadez (CCC, México, 2014, 22’)

Programa 5 (Projeção Digital)

Bauness – Santiago Rodriguez (ENERC, Argentina, 2014, 14’)
Aniversários – Clara Lezama (ECU, Uruguai, 2014, 5’)
Depois do Dia – Marusia Estrada Zepeda (CUEC, México, 2015, 14’)
Inserir Título Aqui – Miguel Domínguez (INCINE, Equador, 2014, 3’)
O Olho de Macondo – Andrés Sandoval (ECYTV, Colômbia, 2014, 25’)
Inmentis – Francisco de La Fuente (UCINE, Argentina, 2014, 12’)
Trevas – Will Domingos (UFF, Brasil, 2014, 24’)

Programa 6 (Projeção Digital)

Por Falar em Arte e Museu – Obra Coletiva (UFPA, Brasil, 2014, 10’)
Serra do Caxambu – Marcio Brito Neto (PUC-Rio, Brasil, 2015, 15’)
Não Regresse Nunca – Leonardo Diaz (CCC, México, 2014, 16’)
A Vida em Ruínas – Maria Paula Jiménez, Cindy Parra (ECYTV, Colômbia, 2014, 25’)
Entre Mimos e Palhaços – Karen Antunes (ECU, Uruguai, 2014, 8’)
Deshoras – Maryoly Ibarra (INCINE, Equador, 2014, 3’)
21 A Mulher – Andres Sucari (UBA, Argentina, 2014, 15’)

Programa 7 (Projeção Digital)

Deixe-me Ir – Giuliana Tommasi (IBEROAMERICANA, México, 2014, 11’)
Enfrentar Animais Selvagens – Jerónimo Quevedo (UCINE, Argentina, 2014, 7’)
Nua por Dentro do Couro – Lucas Sá (UFPEL, Brasil, 2014, 20’)
Estela – Joacenith Vargas (EICTV, Cuba, 2014, 22’)
Entre a Terra – Sofía Quiros (UBA, Argentina, 2015, 14’)