Principal festival do país dedicado a documentários, o “É Tudo Verdade” chega hoje à 26ª edição com exibições gratuitas e on-line de 69 filmes de 23 países

Festival ‘É Tudo Verdade’ começa com exibição grátis e on-line de 69 documentários de 23 países 3

Esta é a segunda vez que, por causa das restrições causadas pela pandemia, o evento acontece apenas virtualmente. Para o diretor da mostra, o jornalista e crítico de cinema Amir Labaki, a mudança tem como vantagem a possibilidade de atingir mais gente além dos cinéfilos de plantão.

Os títulos estão divididos entre três mostras competitivas, sendo duas de longas e médias-metragens (uma com produções nacionais e outra de estrangeiras) e uma competição de curtas. Além disso, há programações especiais, como filmes do ciclo “O estado das coisas”, com viés jornalístico; sessões do “Foco latino-americano”, com produções de Argentina, Peru e Chile; além de filmes que celebram a trajetória de três homenageados: o cineasta francês Chris Marker (1921-20120, Ruy Guerra e Caetano Veloso.

Para assistir aos filmes, que têm sessões com hora marcada, é preciso fazer um cadastro gratuito na plataforma Looke. Os longas internacionais têm limite de visualização. A programação do festival, que segue até dia 18, está no site etudoverdade.com.br.

Confira alguns dos longas e médias em cartaz:

‘Os Arrependidos’

Dirigido por Ricardo Calil e Armando Antenore, conta a história de presos políticos que foram torturados e obrigados pela ditadura militar brasileira a mostrar arrependimento público, num gesto de elogio ao regime. Dias 15 (sex, às 21h) e 16 (sáb, às 15h).

‘Paulo César Pinheiro — Letra e alma’

Um dos maiores letristas da música brasileira tem sua trajetória revisitada nesta produção de Andrea Prates e Cleisson Vidal. No sofá de casa, o poeta relembra histórias de parcerias com nomes como Baden Powell, Tom Jobim e Edu Lobo. Dias 11 (dom, às 21h) e 12 (seg, às 15h).

‘Zimba’

Com imagens inéditas, o diretor Joel Pizzini celebra vida e obra do ator e diretor polonês Zbigniew Ziembinski (1908-1978), precursor do teatro moderno na América Latina e mestre de gerações de atores brasileiros. Dias 14 (qua, às 21h) e 15 (qui, às 15h).

‘9 dias em Raqqa’

Na Síria, a escritora francesa Xavier de Lauzanne vai até Raqqa, capital original do Estado Islâmico, conhecer Leila Mustapha, jovem prefeita que tem como missão reconstruir a cidade e estabelecer a democracia num país dominado pelos homens. Dia 12 (seg, às 19h).

‘Eu e o Líder da Seita’

Uma das vítimas de um ataque terrorista que matou 13 pessoas e feriu mais de seis mil no Japão, o diretor Atsushi Sakahara resolve, 20 anos depois, ir ao encontro do líder da seita responsável pelo atentado. Dia 9 (sex, às 19h).

‘Glória à Rainha’

Quatro jogadoras de xadrez lendárias da Geórgia — Nona Gaprindashvili, Nana Alexandria, Maia Chiburdanidze e Nana Ioseliani — têm suas biografias exploradas pela diretora Tatia Skhirtladze. Dia 9 (sex, às 17h).

‘Leonie, Atriz e Espiã’

Dos palcos à espionagem. A diretora holandesa Annete Apon recria os passos de Leonie Brandt (1901-1978), que depois de trabalhar como atriz serviu de espiã pela Holanda em plena Alemanha nazista. Dia 18 (dom, às 15h).

‘MLK/FBI’

Tendo como base arquivos que vieram a público recentemente, o documentário de Sam Pollard revela a intimidação e a vigilância do FBI a Martin Luther King e mostra histórias de perseguições a outros ativistas negros nos EUA pela agência. Dia 15 (qui, às 19h).

‘Presidente’

O documentário de Camilla Nielsso companha as disputas eleitorais no Zimbábue, com novos personagens políticos, após décadas de ditadura militar. Dia 15 (qui, às 19h).

‘Vicenta’

Por meio de animação, o argentino Darío Doria conta a história de uma mulher de Buenos Aires que trava uma guerra com o Estado para conseguir a interrupção da gravidez da filha. Dia 13 (ter, às 19h).