O diretor Carlos Manga morreu em sua casa no Rio de Janeiro aos 87 anos nesta quinta feira, 17/09/2015

Manga trabalhou como diretor de cinema antes de se interessar por televisão, sendo um dos principais diretores na época de ouro das chanchadas. Junto com Watson Macedo, foi um dos principais diretores dos anos 1950 da Atlântida, onde esteve à frente de clássicos como “Nem Sansão nem Dalila” (1954), “Matar ou correr” (1954) e “O homem do Sputnik” (1959).

Filho do advogado Américo Rodrigues Manga e de Maria Isabel Aranha, José Carlos Aranha Manga nasceu em 6 de janeiro de 1928, no Rio de Janeiro. Ele deixa três filhos: Paula Manga, Carlos Manga Jr. e Maria Eduarda Manga.

Sua estreia foi em um filme produzido em 1952 pela antiga companhia, dirigido por José Carlos Burle: “Carnaval Atlântida” (1952).

Na televisão, começou a carreira no início dos anos 1960. Em 1980, foi contratado pela Globo, onde dirigiu a segunda versão do humorístico “Chico City”, de Chico Anysio. Ainda no humor, dirigiu também “Os Trapalhões”.

Ainda na Globo, dirigiu novelas e séries como “Anjo Mau”, “Agosto” e “Memorial de Maria Moura”, além das séries “Sandy & Junior” (1999) e “Sítio do Picapau Amarelo” (2001).

Começou a trabalhar como bancário, porém sua paixão pelo cinema logo o levaria para a indústria cinematográfica, através do cantor Cyll Farney. Foi contra-regra, assistente de montagem, assistente de revelação e, finalmente, diretor. Seu nome artístico foi sugerido pelo então presidente da companhia, Luiz Severiano Ribeiro Júnior.

O diretor morou na Itália onde trabalhou com Federico Fellini. Também foi diretor dos programas de auditório, como o Domingão do Faustão (1989), e de seriados como “Sandy & Junior” (1999) e “Sítio do Picapau Amarelo” (2001).

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