Eis que -dois anos depois- nossa heroína favorita está de volta: Jéssica Jones!!!
Jessica Jones é uma heroína adulta e longe dos estereótipos de herói normal. É algo novo e diferente. Ver uma personagem que bebe, fuma e xinga direto. E, nesta segunda temporada, vemos porque ela é assim. A série estreou no dia das mulheres.

Crítica da segunda temporada de Jessica Jones 5

Aliás algo inédito aconteceu no lançamento de jessica Jones na netflix. Anteciparam em um dia sua estréia (series na plataforma sempre são lançadas as sextas) pois ela é uma série com roteiristas e diretora feminina. Além de ter uma protagonista que é uma mulher imperfeita, sobrevivente de um relacionamento abusivo. Ou seja um marco para geração #girlpower. Sem falar que é excelente ver uma personagem que pode meter porrada em qualquer homem e que não vive para aprovação masculina. Esses são alguns dos motivos para amarmos nossa personagem. Nossa alcóolatra está de nova e vou fazer uma crítica com spoiler caso não viu corre para netflix e depois volta aqui.
Como eu realmente amei a primeira temporada, estava ansiosa pela segunda.

Depois de ter matado Kilgrave no final da 1 temporada, Jéssica aparece assombrada pela idéia de que ela é uma assassina(mesmo com seus amigos a afirmando que ela apenas fez o necessário e que isso não a torna assassina). Ainda assim a vemos sofrendo com depressão e ansiedade pelo que fez a Kilgrave…
Agora ela tem um novo parceiro Malcon (mesmo relutante contra isso) e Trish , sua melhor amiga ,que a convencem de ir atrás do IGH a companhia que a transformou, lhe dando super poderes. Isso a leva a uma jornada de auto-descoberta.

Os 6 primeiros episódios tem um ritmo lento,bem diferente da 1 temporada. O mais interessante deste começo é ver Jeri ( Carrie-Anne Moss, nossa eterna Trinity de Matrix) sendo desconstruída totalmente nesta temporada. Ela descobre ter uma doença degenerativa que a matará(não sem antes a deixar impossibilitada de realizar suas tarefas normais) e isto vai levá-la a um tortuoso caminho, Uma subtrama em busca da cura. Mesmo que seja algo fantástico. Em meio a perda de seu emprego, de sua vida.

Lá no episódio 7 é quando a trama de Jéssica realmente se engaja. Vamos descobrir o início de sua vida adulta. Um romance que a marcou, a origem de sua jaqueta e um grande trauma de seu passado. Há ainda cenas marcantes dela com Trish, quando Trish estava no auge de seu vício em drogas. È claro que o melhor do show continua sendo Krysten Ritter(Jessica Jones)Ela passa naturalmente,de orguhosa e segura de si á super vulnerável. Um show de atuação para a atriz que está em, praticamente, todas as cenas do show.

Tornado, até os episódios mais simples, em algo interessante de se assistir.
Mas a grata surpresa que temos nessa temporada é Janet McTeer(lisa Jones) que interpreta a mãe de Jéssica ( aquela que achávamos que havia morrido no acidente de carro). Não apenas a mãe de Jéssica não morreu como sofreu experiências como ela e também posssue super poderes. Ela também estava na mesma companhia que transformou nossa protagonista.

Lisa Jones é poderosa e chega a roubar cenas de Jéssica e a levará numa montanha russa emocional nesta temporada. Sua presença é marcante.

Com a presença do personagem de Lisa aí o show se torna o que deveria ter sido desde o início.

Um tema bem explorado nesta temporada é como nós usamos as pessoas. Este é um tema recorrente no show. Malcon usa Jéssica para tirar sua mente de seu ex vício. Trish usa Malcon de várias formas. A própria Jéssica usa seu vizinho para a ajudar quando necessário. Kristen – na esperança de ser curada por uma pessoa com poder- acaba perdendo todos os seus pertences. No arco mais interessante do show.

O show não fica apenas na Jéssica querendo saber mais da origem de seus poderes e Trish querendo ter poderes, o show vai fundo na alma de seus personagens, o que eles desejam e como reagem ao perder tudo.

Quando Jéssica toma uma atitude drástica, Killgrave ressurge para assombrar seus pensamentos. Embora seja apenas por um episódio. Foi uma boa participação que serve para demonstrar que podemos superar nossos traumas, por pior que estes sejam.

A série também fala de como a relação de filhas &mães pode ser conturbada. Tanto na relação de trish quanto Jéssica. Aliás Trish é uma personagem que está perdida em quase todo o show. Muda de direção mais rápido que o vento e tem participação ainda mais efetiva -além de definitiva- na trama desta 2 temporada. Além de dar pista que pode ser tornar uma hell angel na próxima temporada.
Amo a personagem de Jéssica Jones e espero vê-la explorando agora o futuro em sua próxima temporada. Mesmo porque agora não há mais passado para retornar.

Crítica da segunda temporada de Jessica Jones 6

Crítica da colunista Lorena Soeiro, nerd, professora e tradutora de língua inglesa,
cosplayer, roqueira, leitora de ficção,
apaixonada por séries e documentários,
cinéfila. colecionadora e louca por Tim Burton.
@lorenasoeiro