O programa espacial americano, iniciativa governamental de exploração espacial, não é uma prioridade no momento, mas não significa que o homem deixará de explorar o Planeta Vermelho.

Os primeiros voluntários para realizar uma viagem sem volta a Marte se reuniram em Washington para assistir a uma apresentação da missão privada que visa a colonização do planeta daqui a alguns anos.

Quarenta pessoas vindas de várias partes dos EUA e do Canadá, voluntários para realizar uma viagem sem volta a Marte, participaram de uma apresentação da missão privada que visa a colonizar o planeta daqui a alguns anos, apresentada pelo cientista holandês Bas Lansdorp, presidente e cofundador da empresa Mars-One, responsável pela aventura.

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Essa iniciativa privada sem fins lucrativos foi lançada em abril passado e pretende enviar uma equipe de desbravadores a Marte em 2022.

“Estabelecer uma colônia permanente em Marte implica ir sem voltar. Isso parece impressionante, mas não se pode esquecer que na história de nosso planeta, as pessoas que partiram em viagens de exploração deixaram para trás suas famílias”, explicou Lansdorp.

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“A primeira missão terá como objetivo trabalhar no sistema de suporte de vida”, afirmou ainda o responsável, admitindo que o meio ambiente em Marte é muito hostil, carece de oxigênio e tem temperatura média de 63ºC.

A Mars-One disse que os quatro primeiros voluntários chegarão a Marte depois de uma viagem de sete meses, em 2023. A colônia deve ser abastecida a cada dois anos.

A primeira missão custará 6 bilhões de dólares, mas a empresa ainda não conseguiu arrecadar este valor. Doações estão sendo feitas para o projeto, mas Lansdorp não indicou o montante atual.

Cerca de 78 mil voluntários se candidataram para a missão.

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