Wes Craven tinha câncer no cérebro e faleceu em casa, cercado de sua família

O cineasta americano Wes Craven, um dos responsáveis pela modernização dos filmes de terror, diretor de filmes como ‘A hora do pesadelo’ (1984) e ‘Pânico’ (1996), morreu neste domingo,30 / 08 /2015, aos 76 anos, em sua casa, nos EUA.
A família de Craven informou a imprensa que ele tinha câncer no cérebro. “O cineasta esteve cercado de amor, na presença da família”, diz um comunicado divulgado pelo agente do diretor e roteirista.
John Carpenter, também diretor de filmes de Terror, como “Halloween”, lamentou ter que se despedir de um amigo “muito cedo”. O escritor Deepak Chopra disse ter ficado surpreso com a “morte repentina” de Craven, que havia encontrado há duas semanas “em boa forma”.
“Hoje o mundo perdeu um grande homem, um amigo e um mentor, Wes Carven”, escreveu no Twitter a atriz Courtney Cox, uma das estrelas de “Pânico”. A franquia teve, ao todo, quatro filmes e arrecadou mais de US$ 600 milhões em todo o mundo.
Nascido em Cleveland (Ohio) em 2 de agosto de 1939, Craven se formou em literatura inglesa, psicologia e filosofia e foi professor de Humanidades na Universidade de Clarkson, em Potsdam (Nova York) antes de dedicar ao cinema, inicialmene na função de editor de som. Chegou a trabalhar também como taxisita.
Seu primeiro filme como diretor e roteirista foi “Aniversário macabro” (1972), inspirado na obra de Ingmar Bergman “A fonte da donzela” (1960). O longa de Craven teve um “remake” que ele próprio produziu, “A última casa” (2009).

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Só voltou a dirigir cinco anos depois da estreia, em “Quadrilha de sádicos” (1977), outra história de terror, seguida de “Bênção mortal” (1981) e “O monstro do pântano” (1982).
Seu maior sucesso foi “A hora do pesadelo” (1984), título com o qual daria começo a uma das sagas de cinema de terror juvenil mais famosas da história.
Freddy Krueger estrelou outros oito filmes e uma série de TV. Ficou para sempre associado à carreira de Craven, que não envolveu diretamente em nenhuma sequência, à exceção do terceiro capítulo. Em 2010, a história foi relançada com uma nova versão do filme original.
Ainda nos anos 1980, Craven fez “A maldição de Samantha” (1986) e “A maldição dos mortos-vivos” (1988).
Na década seguinte, vieram “Um vampiro no Brooklyn” (1995), com Eddie Murphy, e finalmente “Pânico” (1996).
A franquia tornou Craven popular para uma nova geração de adolescentes. O terror juvenil sobre um assassino em série mascarado fez muito sucesso ao misturar terror e comédia. O longa mais recente da franquia é “Pânico 4” (2011).
Antes, Craven havia lançado “Música do coração” (1999), “Amaldiçoados” (2005), “Voo noturno” (2005) e “A sétima alma” (2010). Também dirigiu um segmento de “Paris, eu te amo” (2006).
Wes Craven era casado desde 2004 com Iya Labunka, produtora e ex-vice-presidente dos estúdios Disney. Ela era sua terceira mulher.