A ciência e a tecnologia estão aproximando o homem cada vez mais da ficção, dos mitos e super heróis.

O CineFreak já mostrou um projeto do exército americano de uma armadura inspirada no Homem de Ferro (https://cinefreak.com.br/exercito-norte-americano-iniciara-testes-da-armadura-inspirada-em-iron-man/) e um traje capaz de suportar qualquer golpe, como o traje do Batman (https://cinefreak.com.br/empresa-cria-armadura-capaz-de-suportar-qualquer-golpe-corpo-corpo/). Agora cirurgiões e biohackers se uniram para cria uma injeção capaz de fazer com que olhos de pessoas comuns desenvolvam visão noturna, pelo menos é o que afirmam pesquisadores norte-americanos.

Para que Gabriel Licina, que se sujeitou ao experimento, pudesse colocar a aposta dos cientistas à prova, uma solução baseada na substância Chlorin e6 (ou Ce6) teve de ser feita – as moléculas da mistura são encontradas em peixes que vivem em profundidades abissais e são também usadas no tratamento de pessoas que têm dificuldade em enxergar no escuro.

Análoga à clorofila, a Ce6 é fotossensível, o que, em teoria, favorece o “upgrade” dos olhos de uma pessoa comum. A substância chegou até a retina de Licina por meio uma injeção de 50 ml em seu saco conjuntival (bolsa que fica abaixo dos olhos); os efeitos começaram a aparecer após uma hora, conforme relatam os pesquisadores.

Licina não se submeteu somente à boa-fé dos biohackers; lentes de contato que limitam a receptividade de luz e até mesmo óculos escuros foram vestidos por ele.

processo

Em uma sala escura, a visão noturna do rapaz foi então testada: ele foi desafiado a reconhecer símbolos e formas que estavam a 10 metros de distância. Lá pelas tantas, pessoas e objetos foram identificados por Licina aos notáveis 50 metros de distância.

Os resultados computados são de fato entusiasmantes: enquanto o grupo de pessoas com “olhos normais” que executou as mesmas provas acertou um terço dos testes, Licina emplacou 100% do resultado. A visão da cobaia voltou ao normal sem efeitos colaterais depois de 20 dias.

A despretensiosa pesquisa dos cientistas certamente vai inspirar estudos no campo da medicina. “Mostramos que isso pode ser feito. Se pudemos fazer isso em nossa garagem, outras pessoas podem [fazer os testes] também”, diz Jeffrey Tibbets, um dos médicos responsáveis pela descoberta.

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