Um dos próximos filmes de animação da DC Comics e Warner Bros., dirigido por James Tucker , que comandou Batman: Bad Blood , divulgou data e detalhes da trama.

O produtor Executivo Bruce Timm (Batman: A Série Animada) revelou que novas cenas serão adicionadas ao filme para torná-lo um longa-metragem e sua estreia será na San Diego Comic-Con, entre 21 a 24 de julho de 2016.

“A grande diferença desse filme, em relação à outros projetos como O Retorno do Cavaleiro das Trevas Parte 1 e 2, é que A Piada Mortal, o material original, não é grande o bastante para um filme inteiro. Dessa forma, tivemos que adicionar muito mais novas histórias para atingir a duração que queríamos. Foi bem complicado. Mas penso que encontramos uma solução muito boa para isso. Iremos fazer a estreia dele na San Diego Comic-Con.”, disse Timm.

A Piada Mortal deve receber classificação R ou para maiores de 18 anos, o que possibilitaria contar a história como ela foi criada. Uma das cenas mais cruciais mostra o Coringa dando um tiro na Batgirl, aleijando a heroína. Ele, então, tira fotos dela nua e usa essas fotos, mais tarde, para torturar o Comissário Gordon, sem falar do suposto estupro que o Coringa cometeria.

A Piada Mortal foi uma das graphic novel mais celebres já feitas, responsável direta pela composição da psique do Batman e do Coringa utilizadas até hoje na composição dos personagens em qualquer mídia.

A violência contra a mulher é uma coisa que deveria ser evitada em qualquer mídia, mas não se pode discriminar uma obra, literária, em HQ, cinema, game ou animação, por conter exemplos da mesma. Se começarmos a fazer isso, vários clássicos, como peças gregas, Shakespeare, Poe, Conan Doyle, Álvares de Azevedo, qualquer filme que a vilã é mulher e entra em um embate com o herói, uma serial killer perseguida pela polícia, etc, teriam que ser “destruídos” para evitar “glorificar o crime contra a mulher.

Animação de A Piada Mortal aumenta polêmica em torno da obra

Na Graphic Novel, poucas coisas tirariam a sanidade do detetive Gordon e o Coringa usou justamente aquilo que poderia o deixar louco.

Ou seja, a cena do possível estupro (sim, pois isso não foi confirmado) não foi uma coisa aleatória e sem fundamento, teve um objetivo para a trama, não foi apenas uma tentativa de chamar mais a atenção na audiência da historia, ela teve o motivo e intenção real de deixar o detetive louco, com o Coringa falhando por fim. James no final ainda pede ao Batman que prenda o Coringa, sem mata-lo, mostrando que nem todos podem ser corrompidos.

Atualmente uma onda de “politicamente correto” assola algumas pessoas, impedindo que o bom senso ou a razão dite suas ações e pensamentos. Monteiro Lobato, exemplo de outra época e pensamento vigente, Mark Twain, quadros, peças, entre milhares de outros exemplos, são discriminados e taxados de “maus exemplos”, sem um pensamento mais profundo ou racionalização do contexto de sua criação. Se continuarmos assim, corremos o risco de presenciar outra “passeata da cultura ariana”, quando livros judeus foram queimados.

Cilique aqui para ler o editorial de Mark Cassidy.

Na Comic Con San Diego 2015 durante o painel da animação Justice League: Gods and Monsters, pelo roteirista e diretor Bruce Timm, responsável pelas animações da DC Comics, que o clássico A Piada Mortal de Alan Moore e Brian Bolland,vai virar um longa animado, esquentado a pol
êmica que envolve a obra.

Na HQ, o Coringa escapa de Arkham, atira em Barbara Gordon, a paralisando, para aterrorizar seu pai, o Comissário Jim Gordon.

O lançamento acontecerá em 2016, demonstrando a tendência da DC de adaptar histórias marcantes dos quadrinhos para animações, como Ano Um e Batman – O Cavaleiro das Trevas, ambas de Frank Miller.

Resta saber se desta vez saberemos se Batman mata mesmo o Coringa, grande enigma da HQ. A animação contará com um prólogo de 15 minutos para “situar” melhor a história.

Mas não é só esta polêmica que envolve a história, rumores diziam que uma animação do Batman com grande destaque para o Coringa seria lançada, mas a polêmica envolvendo uma capa com Barbara Gordon e o Coringa que recebeu, além de diversas críticas à história e ao modo como a personagem foi tratada tenha sido o motivo para o anuncio ter vindo apenas agora.

Foram anunciados também no painel Batman: Bad Blood, que introduzirá a Batwoman nas animações da DC, e Justice League vs. Titans, com os Jovens Titãs.

Será que veremos a cena de abuso do Coringa com Barbara Gordon na animação? É bem possível que a violenta cena seja alterada, como houve com uma capa que pretendia ser uma homenagem à obra, desenhada pelo artista brasileiro Rafael Albuquerque.

Albuquerque pediu que a DC Comics que não publicasse a capa alternativa de Batgirl #41 desenhada por ele. A imagem prestava homenagem à mais famosa história da Batgirl envolvendo o Coringa e foram alvos de debate e crítica em junho de 2014.

Aqueles a favor da mudança da capa argumentavam que o desenho sugeria violência contra a mulher que não condiz com o tom das hq’s da editora, sucesso de público e crítica voltado para o público feminino juvenil.

Quem pedia que a DC não mudasse a capa se posicionava, de modo geral, contra o excesso de correção política dos chamados “SJW” (sigla pejorativa para os defensores de minorias e direitos humanos nas redes sociais, os “social justice warriors”).

Capa censurada

Capa censurada

 

DC Comics reprovou versão original da graphic novel A Piada Mortal

A Piada Mortal é um dos clássicos das HQ, que leva ao limite as tentativas do Coringa de enlouquecer o Homem-Morcego. Para muitos, o fato de Batman e o palhaço rirem juntos no final expõe o absurdo da relação de rivalidade (e até dependência) dos dois.

Artes originais de HQs, divulgadas por um colecionador, Billy Hynes, um ex-funcionário da loja de quadrinhos Gosh! Comics, em Londres, em sua conta no Twitter, mostram uma página original, sem censura, de A Piada Mortal, a história do Batman por Alan Moore e Brian Bolland lançada pela DC Comics em 1988.

A página original mostra o momento em que Barbara Gordon é torturada pelo Coringa. A versão divulgada no Twitter mostra uma cena em que a personagem está nua, com os seios à mostra e ensanguentada. Ela joga luz em um antigo debate sobre a tortura de Barbara ter incluido elementos sexuais, que ficariam implícitos na história. Na versão final da HQ, apenas a violência física é mostrada de maneira explícita.

Versão original e versão publicada

Versão original e versão publicada

Inicialmente a ideia era abordar também a violência sexual, mas a DC achou o conteúdo muito pesado e pediu a Bolland que recriasse a cena. Bolland confirmou que a página é verdadeira, e que acabou criando uma nova cena, um close-up no rosto de Barbara Gordon, sob orientação da DC Comics.

Outra controvérsia que envolve o final da graphic novel, começou em 2008, quando o clássico A Piada Mortal (The Killing Joke), de Alan Moore e Brian Bolland, comemorou 20 anos.

O desenhista deu a entender no posfácio da edição comemorativa que Batman realmente mata o Coringa ao fim da história, mistério que tem acompanhado leitores da graphic novel desde 1988, e o quadrinista Grant Morrison reitera a posição de Bolland no podcast de Kevin Smith,

Smile

“O que eu amo na HQ é que ninguém percebe, 20 anos depois, que Batman matou o Coringa. É por isso que se chama The Killing Joke! Quando o Batman chega no pescoço do Coringa e o quebra, a risada para, simplesmente para. É realmente óbvio, se você prestar atenção. Esta é a última piada, este é o fim inevitável, esta é a piada mortal – está no título! É a história definitiva, qualquer coisa que veio depois é um eco dessa HQ. Brian Bolland mesmo diz: ‘Ele vai direto no pescoço e quebra!'”, diz Morrison no podcast.

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